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De iot para IOT, Samsung promove semana de discussão em São Paulo

Samsung Ocean traz debates na USP sobre as tecnologias do momento. Veja como foi a primeira noite.

Pelo segundo ano, o Samsung Ocean promove uma semana de debates na Escola Politécnica da USP, em São Paulo. Enquanto no ano passado o foco foi em Realidade Virtual, o tema de 2018 é Inteligência das Coisas. Começando nesta segunda (21), as palestras e debates vão até quinta-feira (24). A Samsung traz executivos, professores e pessoas do mercado para discutir as tendências tecnológicas de agora e do futuro.

Logo de cara, na abertura da Intelligence of Things Week, Eduardo Conejo, gerente sênior de Inovação da Samsung da América Latina, provoca: “Nós estamos subindo um nível da abstração, estamos saindo do iot para o IOT”.

Segundo Conejo, enquanto o iot (Internet das Coisas) é a conexão entre os mais diversos produtos por meio da internet, o IOT (Inteligência das Coisas) traz um foco no conteúdo e no contexto. Em outras palavras, não é a conexão por conexão, mas uma maneira de trazer facilidade para as pessoas.

Na mesa de abertura, também estavam presentes a diretora de Relações Institucionais e Regulação da Samsung, Simone Scholze, o professor da USP, Fábio Cozman, Eli Rodrigues, gerente de experiência digital na Everis, e Vinicius Oliveira, médico da Fundação Oswaldo Cruz.

Bixby deve ter integração ao português “muito em breve”

Antes de revelar que a assistente pessoal da Samsung, Bixby, trará suporte ao português, espanhol, francês e alemão “muito em breve”, Eduardo Conejo mostrou um vídeo que mostra a diferença de um “ótimo assistente que responde perguntas” para um assistente que entende a necessidade do usuário.

Nele, um homem acorda todo dia de manhã e pede para a Alexa abrir as persianas e colocar uma música para tocar e, de fato, a assistente faz isso. A diferença é que a persiana é aberta abruptamente e a música que toca é um heavy metal. E mesmo os dias passando, a Alexa não consegue reproduzir exatamente o que o usuário quer.

Em comparação, a Bixby faz melhor: quando o usuário chama a assistente, a persiana abre apenas um pouco, começa a tocar uma música calma e ela avisa “o seu café estará pronto em cinco minutos”.

Para quem já usou a assistente pessoal, sabe que nem de longe este é o cenário que a Bixby traz num uso diário, porém é onde Conejo acredita que ela vai chegar: “Estamos num processo, mas a intenção é chegar nesse nível de interação”.

A Bixby já está presente no Galaxy S8 ou smartphones mais recentes e chegará à linha de 2018 de Smart TVs da Samsung. Com o crescimento da assistente pessoal e do hub de SmartThings da empresa, a intenção é com o tempo criar uma interconexão entre as áreas, mas, diferente de empresas que criam cercos para o usuário, a Samsung diz usar padrões da indústria para uma experiência difundida.

O apelo filosófico e ético da Inteligência Artificial

Há poucas semanas, o Google anunciou na I/O o Duplex, um uso avançado de Inteligência Artificial, onde o robô consegue marcar um horário no cabeleireiro sem que a atendente do outro lado da linha perceba que se trata de um AI.

A demonstração gerou espanto e também levantou questões éticas: o robô precisa se identificar quando em contato com outra pessoa? O robô falar com uma atendente mostra que existem subempregos onde uma pessoa não precisa se dar ao trabalho de fazer uma ligação? Entre outras indagações.

O professor Fábio G. Cozman, da Poli-USP trouxe um exemplo prático sobre como há pouco tempo, essa tecnologia vivia um “inverno”, onde o AI parecia que não iria para frente. “Tem um caso que se tornou muito famoso, quando uma AI traduziu uma frase bíblica do inglês para o russo e do russo para o inglês. A frase era: ‘o espírito é forte mas a carne é a fraca’, e a tradução voltou ‘a vodka é forte e a carne é uma droga’”.

Basicamente o que a Inteligência Artificial faz é extrair padrões de grandes dados e usá-los para compreender vídeos, áudios e textos. Com isso, a nova moda que surgiu é o “Deep Learning”, onde se ensina esses AI um aprofundamento de temas, como, por exemplo, identificar contexto. Segundo o professor, o que falta é mais capacidade de aprendizado.

Para o debate, a executiva da Samsung, Simone Scholze, trouxe uma lista das coisas incríveis e aterrorizantes na Inteligência Artificial que vão desde “máquinas estão aprendendo a trapacear e enganar” a robôs aprendendo o que é “certo e errado”, um senso de justiça, que tecnicamente é exclusivo dos seres humanos.

Para ela, é necessário que o debate ético sobre Inteligência Artificial seja feito antes de virar uma discussão jurídica para que a sociedade participe dele.

Já Eli Rodrigues, gerente de experiência digital na Everis, traz o lado das grandes empresas que usam AI em chatbots, trazendo praticidade para o consumidor e economia para as companhias que investem menos em call-centers e trazem respostas aos consumidores com mais eficácia.

Como participar do evento

As inscrições para participar da Internet of Things Week estão abertas e podem ser feitas pelo site aqui ou aplicativo do Ocean aqui.

Serviço

De 21 a 24 de Maio no Ocean Center São Paulo
21 e 24 de Maio – a partir das 18:00
22 e 23 de Maio – a partir das 14:00
Prédio de Engenharia de Produção da POLI-USP
Av. Professor Almeida Prado, 531, São Paulo/SP

Inscrições: http://www.oceanbrasil.com

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, é editor de internet do Jornal da Globo e escreve sobre tecnologia e games.