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Entrevista: Renato Citrini, da Samsung, fala sobre os avanços do Galaxy S9

O novo smartphone premium da Samsung foi lançado há um mês. O Nova Post conversou com Renato Citrini sobre a câmera reimaginada, reconhecimento facial e diferença nas versões da linha S.

A Samsung começou a vender os novos Galaxy S9 e Galaxy S9+ há um mês no Brasil. Após testarmos por duas semanas o aparelho, conversamos com o gerente de produtos sênior da Samsung Brasil, Renato Citrini, sobre o Galaxy S9. Durante a conversa em São Paulo, perguntamos sobre as novidades do aparelho, o atraso da assistente pessoal Bixby prometida para o ano passado e também como que a empresa segue inovando em um mercado cada vez mais saturado. Os principais pontos da entrevista você confere abaixo:

Nova Post: A Samsung anunciou para o Galaxy S9 o Intelligent Scan para o desbloqueio do celular tanto pela íris quanto pelo rosto. Essa novidade traz mais praticidade do que segurança. O que impediu a Samsung em um ano de fazer melhorias nessa tecnologia?

Renato Citrini: O usuário tem a opção de trabalhar com eles separadamente, igual no Galaxy S8. A gente desenvolveu o Leitor Facial e melhorou ele para que consiga capturar diversos pontos do rosto para evitar que ele libere com uma foto, por exemplo. A ideia de juntar é trazer a conveniência. Claro, se você quiser mais segurança, o recomendado é o Leitor de Íris ou o sensor de impressão digital na parte de trás.

Nova Post: A Samsung é uma das únicas empresas que continua dando suporte à entrada padrão de fone de ouvido no seu smartphone premium. Por quê?

Renato Citrini: É comum. Basicamente todo mundo tem e é muito fácil de encontrar um fone desses para vender. O que a gente coloca dentro do kit é um fone de altíssima qualidade da AKG. Vale lembrar que a entrada também não atrapalha o carregamento do smartphone, então eu posso carregar o Galaxy S9 e ouvir música ao mesmo tempo.

Nova Post: Com a câmera reimaginada, muitas das funções são melhor aproveitadas no “modo Pro”. Como fazer com que o usuário comum aproveite o máximo da câmera sem ser um profissional?

Renato Citrini: A gente vê um usuário de smartphone muito mais avançado do que três, quatro anos atrás. Antes as pessoas buscavam mais megapixel e hoje elas já entendem que não é só isso. Tem a questão da abertura, por exemplo. E quando você entra no modo Pro, você consegue fazer diferentes configurações como mudar a exposição, balanço de branco e quem conhece realmente fotografia consegue aproveitar mais.

Mesmo assim, a grande maioria dos usuários quer tirar o celular do bolso e fazer a foto e a gente entende que aquela foto precisa ser a melhor possível. Então você tem sensores de iluminação, sensores no smartphone que se ajustam automaticamente para tirar a foto do jeito que a maioria das pessoas tiram.

Nova Post: Agora, se a câmera principal é “reimaginada”, a de selfie não. A Samsung acredita estar em um patamar confortável para não ter feito mudanças?

Renato Citrini: Na câmera de selfie a gente continua com 8 MP, agora tem o autofoco, mas ela possui alguns outros recursos, como o Foco Dinâmico. A câmera tem muito mais evoluções de software do que de hardware, como o dual pixel e o multiframe.

Nova Post: Diferente do S8 e o S8+, o Galaxy S9 do Galaxy S9+ têm ainda mais diferenças, como é o caso dos 2GB extras de RAM. O que está por trás dessa estratégia?

Renato Citrini: A gente quis trazer um diferencial maior em relação ao Galaxy S8 e o Galaxy S8+. No S9, a gente traz a câmera dupla, a tela maior, a bateria maior e também mais RAM para o usuário que quer potência no Galaxy S9+. O principal benefício está no multitarefa, trocar um aplicativo pelo outro, ter vários apps abertos ao mesmo tempo e rodar tudo isso junto.
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Nova Post: No lançamento do Galaxy S8 foi prometido a Bixby até o final do ano passado e até agora ela não chegou. Em que pé estamos com a assistente pessoal da Samsung?

Renato Citrini: A gente já tinha conhecimento de que a Bixby precisaria de um desenvolvimento maior e aqui o que ajuda é que temos pesquisa e desenvolvimento local. Temos três centros de P&D aqui e são essas pessoas que estão trabalhando com a Bixby Voz. Mesmo assim já tá disponível a Bixby Reminder e a Bixby Home, por exemplo.

Texto é muito mais fácil para traduzir, você consegue fazer isso para várias línguas, agora a questão do contexto na voz, você tem regionalismo, você tem sotaque e tem toda a situação de como as pessoas falam. São essas nuances que estamos trabalhando. O nosso time de P&D está trabalhando tanto em desenvolver o Português quanto o Espanhol e a gente vai anunciar essas novidades assim que estiverem prontas.

Nova Post: Uma das reclamações dos usuários é a demora para a Samsung trazer as novas atualizações do Android. O que a empresa está fazendo para agilizar esse processo?

Renato Citrini: Na parte da operadora, a gente tenta encurtar o máximo os testes para liberar o software o quanto antes. Quando a gente fala da versão, a gente entende que as pessoas querem a atualização, mas muita coisa a gente traz antes do Android, como a tela dividida, suporte a caneta digital, suporte a impressão digital e o Wi-Fi inteligente. É um trabalho a quatro mãos onde o Google desenvolve as novas funções e a gente também coloca a nossa camada de inovação.

Nova Post: Há a possibilidade da Samsung oferecer um beta público?

Renato Citrini: Mesmo que seja limitado, a gente não quer entregar essa experiência para o usuário no momento zero. A gente quer deixar o máximo possível alinhado à nossa camada, que a gente chama de Samsung Experience, que colocamos em cima do Android Original, para quando tiver tudo certo, lançarmos a atualização.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, é editor de internet do Jornal da Globo e escreve sobre tecnologia e games.