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Black Friday: como se proteger ao fazer compras online

Ricardo Yuanaga, diretor de vendas e soluções da Visa do Brasil, fala sobre os riscos e cuidados nas compras na Black Friday e Cyber Monday.

Novembro se tornou o mês mais esperado para consumidores e lojistas. Com a Black Friday no dia 23, uma sexta-feira, e a Cyber Monday, dia 26, na segunda seguinte, é o momento ideal para comprar eletrodomésticos, eletrônicos, brinquedos, perfumes, livros e o que mais der vontade.

No entanto, mesmo com grandes descontos e promessas de vantagens, é preciso tomar cuidado ao usar o cartão de crédito na internet para evitar fraudes. Conversamos com Ricardo Yuanaga, diretor de vendas e soluções da Visa do Brasil, sobre esses assuntos e como a empresa americana se preparou para o evento.

Nova Post: Os riscos de fraude na Black Friday aumentam? Como se proteger deles?

Ricardo Yuanaga: Na época da Black Friday, o consumo aumenta bastante e acontecem muitas compras através do comércio eletrônico. Os comerciantes também se preparam, pois eles podem sofrer com máquinas sobrecarregadas, falta de gente e até mesmo de estoque. Esse é o momento propício para os fraudadores, porque mesmo com o vendedor não baixando a retaguarda, há uma demanda maior do que no dia a dia que atrapalha.

O consumidor precisa ficar atento ao extrato do cartão, avisos no celular de compras efetuadas e acompanhar no próprio sistema a transação do cartão de crédito. É preciso tomar cuidado com lojas online montadas por fraudadores para chamar a atenção de pessoas que queiram comprar por impulso e também ficar de olho no cadeado do browser, que mostra se o site é seguro.

Nova Post: Com esse aumento das vendas no período, como garantir que toda transação realizada pelo consumidor se concretize?

Ricardo Yuanaga: É bem difícil. Normalmente, o comércio eletrônico não emite a informação que a compra realmente foi realizada, até porque tem um checklist muito grande para se fazer: se o pagamento está OK, se aquela transação não é fraudulenta e se o produto ainda está em estoque.

O boleto bancário, por exemplo, não é tão rápido quanto o cartão de crédito. Sincronizar todas essas informações é um grande trabalho para o comércio. A Visa tem a empresa CyberSource, que tem uma tecnologia de tempo de resposta muito curto e que faz verificações em menos de um segundo para saber se a compra é segura.

Nova Post: Em relação à segurança, quais novidades a Visa traz da última Black Friday para essa?

Ricardo Yuanaga: Cada ano a gente aprende mais com este momento. A ferramenta da CyberSource é retroalimentada com as informações dos anos passados. A gente espera um aumento de transação não só pelas bandeiras, mas com o comércio de maneira geral. O aumento das vendas da Black Friday deve

ser grande, as pessoas esperam para comprar nesse momento. Estamos falando muito sobre o novo protocolo 3DS 2.0, que entrega mais informações para o banco-emissor. Hoje, você entrega informações muito básicas que tornam difícil para eles checarem se é uma transação fraudulenta ou não. A gente vai inserir o valor de cobrança, o device fingerprint [como uma compra por digital no smartphone] e outras informações a mais que a gente possa trazer para o banco.

Com isso, há uma diminuição de risco, porque quanto mais dados você fornece, maior o poder de decisão do lado do banco, e as aprovações aumentam.

Nova Post: Quais práticas a Visa traz para que o vendedor também esteja protegido contra fraudes?

Ricardo Yuanaga: O ponto principal é a CyberSource. A ferramenta dela, o Decision Manager, verifica as transações em menos de um segundo. Aqui no Brasil, nossa célula de verificação tem mais de 70 pessoas.

A ferramenta trabalha com score de 0 a 100 para saber o quão perigosa é uma compra. A decisão pode ser tanto nossa de barrar a transação quanto do vendedor, que diz se aprova ou não.

Com uma base de 470 mil clientes no mundo inteiro na CyberSource, a gente ajuda a reduzir a fraude. Além disso, com a tokenização, que a Visa vem fazendo não só no período de Black Friday, você tira a dor de cabeça do lojista de guardar os dados dos usuários dentro de um servidor, que pode ser roubado.

Nova Post: Pós-Black Friday, quais as dicas que ficam para o consumidor que quer se aventurar nos pagamentos eletrônicos?

Ricardo Yuanaga: As dicas servem para sempre. É importante verificar o cadeado na barra do browser, ver se tem um certificado válido. Comprar em lojas reconhecidas é melhor, principalmente para as pessoas que estão se aventurando pela primeira vez.

É preciso ficar atento contra phishing, que pode chegar por e-mail, telefonema, SMS. Essa prática é uma tentativa de roubar os dados de uma pessoa, ou se identificar como um funcionário do banco ou da loja para pegar as suas informações. Por via das dúvidas, não forneça os dados e entre em contato com a empresa responsável.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, é editor de internet do Jornal da Globo e escreve sobre tecnologia e games.