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“É o mundo das telas”: Renato Citrini, da Samsung, fala sobre o ano da empresa e o que vem a seguir

Em entrevista ao Nova Post, o gerente de mobile da Samsung Brasil, Renato Citrini, faz uma retrospectiva dos smartphones lançados pela empresa.

Oano de 2018 chega ao fim e Renato Citrini, gerente sênior da divisão de mobile da Samsung Brasil, fala ao Nova Post sobre os diversos lançamentos da empresa neste ano. Com as telas flexíveis e o próximo flagship há apenas alguns meses do seu lançamento, Citrini comenta o que esperar da companhia sul-coreana em 2019. Aqui, você relembra a entrevista que ele concedeu a este site sobre os então recém-lançados Galaxy S9 e Galaxy S9+.

Nova Post: A Samsung lançou em torno de 20 aparelhos este ano. Essa estratégia não canibaliza os setores em que a empresa atua?

Renato Citrini: Nós somos o único fabricante no mercado nacional que tem um celular desde R$ 6.500 reais, com o Note9, até um smartphone de entrada de R$ 500, como o Note, S, A e J.

Os dados do IDC do ano passado mostram que 42% do mercado brasileiro de smartphones é composto por um celular da linha J (30% do mercado latino-americano). Ou seja, praticamente metade dos consumidores compraram um J no ano passado.

Nessa busca de trazer inovação, o ciclo de vida de um produto é de um ano. Os produtos de muito sucesso ficam um ano e meio, até dois. Mas em um mercado de tanta tecnologia como o nosso, um produto de dois anos já tá bem desgastado. Ele provavelmente já mudou até o patamar da escala de preço para continuar competitivo.

Nova Post: Uma das novidades do final do ano foram os dois Galaxy J com Android GO. A que público ele se destina, uma vez que os aparelhos J já têm um grande alcance no mercado de celulares de entrada? Há mais deles por vir?

Renato Citrini: Para fazer um celular mais barato, é costume abrir mão de algumas funcionalidades, principalmente a memória RAM. Com 1GB de memória RAM, o Android completo acaba exigindo demais do processador e da memória.

A versão do Android GO conserta isso porque ela ocupa menos espaço. Em um produto de 16GB, em que um Android normal ocuparia metade do armazenamento, o Android GO ocupa até 5GB. Então você deixa 11GB pro usuário. Esse é o primeiro benefício.

Como o Android GO tem aplicativos mais simples como o Files Go, YouTube GO, Facebook Lite, Gmail GO, existem apps que são otimizados para rodar em smartphones com 1GB de RAM, para ter uma performance melhor.

Nova Post: Se o Android GO é uma aposta, o Android One também?

Renato Citrini: É uma das opções que existem, mas não temos nenhum plano para ter um aparelho com Android One.

Nova Post: Outra novidade do portfólio da empresa é o novo Galaxy A7, com três câmeras. Por que tudo isso?

Renato Citrini: Mais do que a quantidade de câmeras, são as características, os benefícios que essas lentes vão trazer. O brasileiro ama foto e tira foto de tudo. Tira selfie, compartilha, vai pro Facebook, pro Instagram.

O A7 tem um recurso a mais. Quando a gente mostra uma câmera wide que consegue colocar mais pessoas na foto, as pessoas adoram. É uma coisa fácil para o consumidor entender e tem sido bem positivo nas vendas.

Nova Post: Com a Samsung Global anunciando que algumas novidades vão pintar primeiro em modelos que não são premium, isso não pode frustrar um consumidor da linha S? Ou a câmera reimaginada vale mais do que três câmeras principais de um celular intermediário?

Renato Citrini: Como esse mundo roda muito rápido e a gente está falando de um celular que foi lançado no começo deste ano, um A7 anunciado em outubro e que chegou em novembro aqui é uma prova de que a inovação chegou.

Mas quando você pega um produto da linha S é ele que vai trazer a melhor performance, o melhor desempenho, a melhor câmera para você ter uma qualidade melhor no escuro, por exemplo.

A inovação não vai estar só no S, mas alguns tipos de inovação também vão chegar para a linha A, como o caso do A9, vendido lá fora, que tem quatro câmeras principais. Você tem uma variedade de câmeras, de lentes, que vão trazer outros recursos.

Nova Post: Se você tiver que escolher o grande lançamento de mobile da Samsung em 2018, qual seria?

Renato Citrini: Parece perguntar para uma mãe qual é o seu filho favorito. Não tem como escolher. Para mim, eu tenho o S9 e o Note9, mas, dependendo da ocasião, eu levo só o S9 ou só o Note9. O S9 é mais compacto, mas o Note9 é maior e tem uma câmera com zoom. Por isso a gente tem um portfólio que vai de R$ 500 a R$ 5.000, porque temos perfis de consumidores diferentes e queremos atender todo mundo.

Nova Post: Olhando para o futuro: a Samsung está flertando com telas flexíveis e celulares com um novo design com apenas o recorte da câmera na tela.O que esperar para 2019?

Renato Citrini: É o mundo das telas, é o que a gente vê desde o Galaxy S8. No Galaxy S6, já tínhamos a tela curva, e com o S8 vem o display infinito, praticamente sem bordas. O A8S tem menos borda ainda e é um tipo de display que vem só uma entrada de luz no cantinho da tela para a câmera.

A tela flexível é uma nova categoria anunciada na Conferência de Desenvolvedores. Nesse mundo dos desenvolvedores, é preciso estar preparados para que os aplicativos estejam prontos para rodar em um dispositivo que a tela fechada funciona de uma maneira e expandida de outro.

A tela flexível é uma realidade e o desafio é o “dobra e desdobra”. É uma categoria nova em que será possível mudar o tamanho do aparelho. Em 2019, vem muita coisa bacana, muita coisa inovadora em termos de design e de display.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, é editor de internet do Jornal da Globo e escreve sobre tecnologia e games.