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Spotify fala em “competição desleal” na App Store e Apple rebate

Serviço de streaming de música mais popular do mundo diz que Apple cobra tarifas abusivas e controla o jogo; empresa de Cupertino responde acusações.

Quando uma empresa não está satisfeita com a competição, ela faz um vídeo de provocação – e eles costumam ser geniais. Entre as guerras de Mac e PC, Android e iOS, da Samsung com a Apple, quem ganha, no final das contas, é o consumidor.

Na quarta-feira (13), o Spotify fez uma reclamação antitrust para a Comissão Europeia, o CEO da empresa fez um post no blog pedindo “igualdade entre apps” e o serviço de streaming ainda lançou um vídeo dizendo que era hora da Apple jogar justo.

De acordo com o CEO e fundador Daniel Ek, ao cobrar 30% do Spotify por cada assinatura premium do serviço de streaming de música, a Apple estaria forçando a empresa a inflar artificialmente os seus preços acima do valor do Apple Music para ter o mesmo lucro – o que os tornaria menos competitivos.

Sem uma opção longe do ecossistema de pagamento da Apple – que passa pela App Store – o CEO do Spotify diz que a empresa de Cupertino costuma limitar o aplicativo nos diversos dispositivos e serviços da empresa, como a Siri, HomePod e Apple Watch.

O que o Spotify diz ser necessário: aplicativos deveriam competir igualmente nos méritos, inclusive o Apple Music, e não baseado em quem manda na App Store. Consumidores deveriam ter escolhas de sistemas de pagamento e não serem “presos” em sistemas com tarifas discriminatórias, como a Apple. E, por fim, lojas de aplicativo não deveriam controlar as comunicações entre serviços e usuários.

Spotify quer tudo, sem pagar nada, diz Apple em nota

A empresa de Cupertino tem uma visão bem diferente da compartilhada pelo Spotify. Para eles, após a companhia sueca fazer uso da App Store para crescer os negócios drasticamente ao longo dos anos (entre 200 atualizações do app e após ter distribuído 300 milhões de cópias do serviço), o Spotify agora quer continuar se beneficiando do ecossistema, sem pagar nada ao market place “ao mesmo tempo que distribuem as músicas que você ama fazendo contribuições cada vez menores a artistas, músicos e compositores”.

Na nota, a Apple diz que um total de 84% dos aplicativos na App Store não precisam pagar nada a empresa quando o consumidor faz o download (por serem gratuitos) e que isso não é discriminação, como diz o Spotify, que nem mesmo os anúncios dos joguinhos grátis são cobrados pela Apple assim como transações feitas foras do ecossistema da Maçã e aplicativos que vendem bens físicos, como entrega de comida e apps de transporte.

A contribuição que a Apple requer são para bens digitais e serviços comprados dentro de um app, usando a segurança de pagamento da Maçã. Como diz o Spotify, a Apple pede uma taxa de 30% no primeiro ano de uma assinatura anual, mas isso cai para 15% nos anos seguintes.

A Maçã também aponta que “a maioria dos consumidores usa a versão gratuita e baseada em anúncios, que não faz contribuição nenhuma a App Store” e que a empresa sueca não cobra esse posicionamento das parcerias com operadoras de celular, que fazem o Spotify pagar taxas similares.

“A Apple conecta o Spotify aos nossos usuários. Nós providenciamos a plataforma, compartilhamos ferramentas críticas de desenvolvimento, criamos um sistema de pagamento seguro e o Spotify está pedindo para manter todos esses benefícios enquanto mantém 100% das vendas.”

Sobre as acusações de acesso a produtos e atualizações, a Apple diz que o app deles é profundamente integrado a plataformas como o CarPlay e que o aplicativo do Apple Watch, não só é o número 1 na categoria de Música Mundial, como passou pelo mesmo processo de qualquer outro programa ao ser submetido a aprovação em setembro de 2018. Em relação a Siri e AirPlay 2, a empresa sueca teria dito a Apple que “está trabalhando nisso”.

Você pode ler na íntegra a nota do Spotify aqui e a nota da Apple aqui.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, é editor de internet do Jornal da Globo e escreve sobre tecnologia e games.