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Primeiras impressões: Samsung Galaxy Buds no iPhone

Depois do Gear IconX, será que a Samsung conseguiu chegar lá com os Galaxy Buds? Confira as nossas primeiras impressões desses fones de ouvido sem fio.

Anunciados no mês passado, em São Francisco, na Califórnia, os Galaxy Buds foram como a cereja do bolo no lançamento da linha Galaxy S10. Já em março, no evento dos novos flagships da Samsung no Brasil, a empresa sul-coreana deu aos jornalistas os Buds – e também uma chance de colocar o produto para rodar antes mesmo de chegar ao mercado.

Durante a última semana venho testando os Galaxy Buds, mas já é preciso avisar: no iPhone XR. A análise completa dos fones será feita posteriormente, ao ser utilizado com um smartphone Android. Preferencialmente, o Galaxy S10. Assim como a mágica dos AirPods ficam nos produtos da Apple, o que há de melhor nos Galaxy Buds tá na sincronia com os celulares da Samsung.

Bonito de se ver, melhor para se colocar

A Samsung refinou a caixinha do Gear IconX para o que é a dos Buds. Parecida com as diversas soluções de fones bluetooth que existem, a case dos Galaxy Buds são de plástico, mas têm um “clique” satisfatório, o que te garante que uma vez fechada, ela vai continuar fechada.

Os Buds carregam automaticamente dentro delas e, não, você não precisa se preocupar com a caixinha ficar sem bateria ao esquecer os fones dentro delas por longas horas – um problema que, acredite, tinha na linha IconX.

Na cor branca, meio azul-bebê, os fones parecem um aparelho auditivo (bem diferente da pegada palito branco dos AirPods), mas a crítica parece mais dura do que de fato é. Eles são relativamente discretos (não na versão verde-limão) e bem confortáveis de usar. Intra-auriculares, não são invasivos e te dão uma segurança de que vão permanecer nos ouvidos – e de fato permanecem.

Andei bastante com eles, corri um pouco e até peguei a bicicleta. Nenhuma dessas atividades me fez duvidar de que os Galaxy Buds permaneceriam na minha orelha. A melhor parte foi que eles não incomodaram. Fazendo a comparação, eles se fazem mais notáveis do que os AirPods, mas, de novo, não incomodam.

Como é o som?

Agora que todo mundo entendeu que os fones são confortáveis, vem a segunda pergunta: como eles soam? Soam muito bem, obrigado. Não são melhores do que os fones com fio da AKG que já vêm na caixa dos Galaxy S (a partir do 8), mas são bem interessantes.

Aqui, vem o primeiro problema de testar da perspectiva de um iPhone: o que eu senti nos Buds – e pedi a opinião de outros colegas também – é que falta um “tchans” nele, que pode ser traduzido com falta de sons graves. No Android, no entanto, é possível abrir uma configuração avançada que permite que o usuário diga se ele quer sons mais graves, agudos ou outras configurações.

Mesmo assim, se por acaso no mês que vem você esteja muito inclinado a escolher um concorrente quase R$ 500 mais barato que os AirPods, você não sairá triste nessa história.

Pequenas mágicas, conexão bluetooth e microfone

No iPhone, os Galaxy Buds conectam normal via bluetooth. Você abre a caixinha, vai nos Ajustes, Bluetooth e seleciona para parear os fones. No Android, especialmente no smartphone Galaxy, ele reconhece os Buds automaticamente e já baixa uma super atualização na hora.

No sistema da Apple é possível dar um toque para pausar ou dar play na música e também segurar para ativar a Siri. Nada de dois toques para passar a música para frente ou tirar o fone do ouvido para pausar a canção. Tudo bem, a Apple faz a mesma coisa na concorrência.

Os Buds não contam também com um acelerômetro para aumentar ou diminuir o som passando o dedo nos fones (o que seria bem legal) e também não têm mais a função de guardar músicas na memória igual o Gear IconX.

Sinceramente, não sinto falta disso. Com uma autonomia de 6 horas numa única carga, em uma semana, com algo em torno de duas horas de uso por dia, não consegui zerar a caixinha e os fones. Tirar também essa memória interna tornou os Buds mais finos e mais confortáveis (eu já te disse isso).

Agora, algo que até analistas estrangeiros disseram, preciso reforçar: mesmo com suporte ao bluetooth 5.0, algumas vezes os fones dessincronizam entre si. Foram poucas as vezes, mas andar de bicicleta, com o celular no bolso, fez isso acontecer com mais frequência.

O som pipocava um pouco, principalmente nessa atividade “mais extrema”, até de fato se estabilizar.

Ao testar os microfones na rua (a Samsung diz que há dois deles que são ativados dependendo do ambiente), os resultados foram os seguintes: em uma via sem movimento, a ligação parecia um pouco funda e a voz um tanto quanto fanha. Já na estação de trem, sem trem e só com pessoas ao redor, o som ficou abafado e um pouco longe.

Mais testes serão feitos, são apenas as primeiras impressões.

E então?

Ainda não está na hora de conclusões, mas os Galaxy Buds me agradam. Para o iPhone eles não são a melhor solução – algo que até pode ser sugerido ao contrário para os AirPods no Android -, mas isso não os torna ruins.

Os Buds começam a ser vendidos em abril por R$ 999. Entre as novidades que tanto me agradam nele, o PowerShare, que te permite carregá-los na parte traseira do Galaxy S10, é a principal. Outra coisa importante é que a caixinha tem uma entrada USB-C, preparadíssima para esse mundo que só vai usar um único cabo.

Em casa, inclusive, achei bem bacana colocar a caixinha para carregar em uma base wireless – recomendo.

Em breve, eu conto como é usar os Galaxy Buds com o Galaxy S10 e a análise definitiva dos fones. Depois, vem o comparativo com os AirPods.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, é editor de internet do Jornal da Globo e escreve sobre tecnologia e games.