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Análise: Drone DJI Tello, a primeira experiência nas alturas

Quer entrar no mundo dos drones, mas não tem certeza por onde começar? O mini drone da DJI, o Tello, pode ser um bom primeiro passo.

O Tello já tem pouco mais de um ano de vida. Anunciado na CES 2018, o drone da DJI é uma parceria com a startup chinesa Ryze Tech e conta com processador Intel. O mais interessante dele é o preço: R$ 539, no lançamento, e até menos em algumas lojas; com um valor bem mais atrativo do que os mais de R$ 4.000 do Mavic Air, o Tello pode ser a sua primeira experiência ao pilotar um drone – como foi a minha. Confira a análise do produto, que foi emprestado pela assessoria da DJI.

Visual e primeiras impressões

Ao tirar o Tello da caixa, você percebe que ele é bem pequeno e leve. Ele pesa 80 g. Com uma estrutura praticamente toda de plástico, o mini drone tem quatro hélices protegidas por barras de plástico, o que evita uma colisão feia com objetos ou pessoas.

Na lateral esquerda ele tem uma porta microUSB, na direita, o botão de liga/desliga/parear, atrás é onde você encaixa a bateria dele e na frente tem a câmera de 5MP, que grava em 720p. Na parte debaixo, o Tello tem dois sensores, que permitem que o drone identifique que ele está virado de barriga para cima ou para que ele pouse na sua mão.

Antes de poder testar o Tello, confesso que não tive grandes experiências com objetos voadores. A última foi com um mini drone em um FabLab, mas a verdade é que era praticamente impossível controlá-lo pela falta de qualquer sensor. Antes disso, fazia quase duas décadas, quando eu tinha um helicóptero que precisava de muitas pilhas, voou pouquíssimas vezes e sofria fortes colisões; o Tello é uma imensa atualização disso e muito mais prático.

Fazendo o drone voar

O Tello não vem com um controle, então você precisa baixar o aplicativo dele no seu smartphone – e não o DJI GO, que você usa para o Mavic ou o Osmo Mobile. Uma vez feito o download, é preciso tocar no botão de liga/desliga para parear o aparelho. A conexão é feita por uma rede Wi-Fi. Pronto, agora o Tello está ativo e preparado para voar.

Para dar início ao voo, é preciso tocar em um botão no canto superior esquerdo. Uma vez que o drone está no ar, você usa os botões do lado esquerdo para subir com ele, descer ou girar para os lados. Para movê-lo para frente, para trás ou para os lados, é só usar os botões do lado direito.

O bom do Tello é que está tudo bem se ele sofrer algumas pequenas colisões enquanto você aprende a usá-lo, então a dica é não subir os 100 metros que ele aguenta, pois se ele esbarrar em algo, talvez essa seja a primeira e última vez que você usa o mini drone.

Fotos, vídeos e manobras

Como eu disse, o Tello tem uma câmera de 5MP, que grava em HD. Não espere imagens incríveis, como a de outros drones que gravam em Full HD ou até mesmo 4K. Para melhor proveito, a dica é usá-lo enquanto está sol, já que a noite você não vai conseguir gravar nada.

A grande questão é conseguir ter pulso firme o suficiente para fazer as imagens aéreas enquanto controla o drone, coisa que eu vou precisar de um pouquinho mais de prática. Pelo barulho que ele faz (não é muito), você só capta a imagem e não o som.

Você pode usar a criatividade para pilotar o Tello: piruetas em até oito direções diferentes, gravar um vídeo curto ao voar para cima e para trás, gravar em 360 graus, fazer um vídeo ao voar em círculo e a minha função preferida: o modo de retorno na mão.

Graças aos dois sensores que o drone tem na parte debaixo, é só estender a palma da mão abaixo dele e iniciar o modo de pouso que ele desce exatamente nela.

Outras dicas importantes são: mesmo que o drone passe dos 100 metros de distância, ele vai tentar pousar em uma superfície segura, caso perca sinal, e ele também te avisa se a bateria estiver acabando.

Bateria

A duração da bateria do Tello é de 13 minutos. Na caixa, veio outras três extras. O problema é que ao menos que você compre um acessório, você só consegue carregar uma bateria por vez – que demora pouco mais de uma hora.

Sem uma cabeça de tomada e sem um cabo microUSB, você precisa ter ambos os acessórios para carregar o Tello. Caso você opte só pelo cabo, carregá-lo pelo computador será ainda mais vagaroso.

Mesmo assim, não tem muito o que reclamar. De maneira geral, os drones aguentam no máximo 30 minutos, mas o preço de um desses sobe exponencialmente. Ou seja, em comparação com o que há no mercado, 13 minutos é um bom tempo e como a bateria é removível, é só ir trocando para continuar a diversão ou a gravação.

Vale a pena? Para quem é o drone?

O que me fez refletir mais sobre o DJI Tello é: para quem é o drone? Afinal, se você é um produtor de conteúdo e tem a necessidade de fazer imagens aéreas, uma gravação em HD não vai te convencer. Se você é jornalista, como eu, e vai fazer alguma cobertura na rua, não é tão simples assim lançar um drone e sair gravando todo mundo – há diversas restrições de uso de drones em locais públicos.

Então, a opção que faz mais sentido, para mim, é: quero voar um objeto, mas não aguento mais os helicópteros de pilha, quero mostrar para amigos e família como é bacana voar um drone, fazer algumas manobras e até arriscar uma foto aérea da galera, mas só.

São pouco mais de 10 minutos de bastante diversão e não encare como uma crítica ao Tello. É muito interessante ter uma opção em conta – levando como base o preço dos drones “profissionais” – e que traz essa experiência de gravar conteúdos em condições específicas e voar, mas pelas especificações é isso o que ele faz.

Há diversas opções B2B para drones e de captação de imagem nos modelos mais caros, mas no Tello, ele é um passatempo – e um dos bacanas – e não tem problema nenhum nisso.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, é editor de internet do Jornal da Globo e escreve sobre tecnologia e games.