O Nova Post tem como objetivo trazer um jornalismo de qualidade a partir das coberturas e análises nas áreas de tecnologia cotidiana (smartphones, televisores, etc.), games (jogos para computador, videogames, mobile e e-sports, englobando também o universo feminino) e internet das coisas.
d

The Point Newsletter

Sed ut perspiciatis unde omnis iste natus error.

Follow Point

Escreva sua busca acima e pressione enter para buscar. Pressione Esc para cancelar.

“A gente quer satisfazer os desejos dos consumidores”, Renato Citrini, da Samsung, fala do novo Galaxy S10

Novos smartphones, fones de ouvido e relógio. O gerente de mobile da Samsung, Renato Citrini, fala ao Nova Post sobre os 10 anos da linha Galaxy S e mais.

O novo Galaxy S10 começa a ser vendido nesta sexta-feira (5). Entre as novidades, estão um novo display, um leitor de digitais embutido na tela, até cinco câmeras e um modo de compartilhamento de bateria via wireless. Para falar das novidades do Galaxy S10, S10e e S10 Plus, conversamos com o gerente de mobile da Samsung Brasil, Renato Citrini, sobre os 10 anos da linha Galaxy S, assim como os novos Galaxy Buds, Galaxy Watch Active e Galaxy Fit e. Você também pode conferir a nossa análise do Galaxy S10 Plus aqui e as nossas primeiras impressões sobre o Galaxy Buds aqui.

Nova Post: A pré-venda do Galaxy S10 vendeu pelo menos o dobro do que a do modelo do ano passado, o S9. Isso quer dizer que o antecessor foi fraco ou realmente os consumidores viram algo de muito diferente neste lançamento?

Renato Citrini: É muito mais a segunda opção. A pré-venda do próprio S9 foi maior que a do S8. Eu acho que o nível de inovação que a gente traz, o que a gente realmente mudou do S9 para o S10, tem uma aceitação bem grande do público brasileiro. O mesmo acontece na pré-venda da América Latina.

Nova Post: Uma das novidades do S10 é o PowerShare. O S10 Plus tem uma bateria generosa, mas não generosa o suficiente pra dar e vender. Essa função não corre o risco de virar um AR Emoji?

Renato Citrini: O uso do PowerShare não é entregar a bateria para todo mundo. Ele é um smartphone que você consegue usar como carregador wireless numa emergência quando o seu segundo dispositivo ou de uma outra pessoa está com pouca bateria. Pode ser qualquer dispositivo que use o padrão de carregamento wireless Qi. Você consegue doar essa bateria para esse dispositivo voltar a ter um pouco mais de carga. Um outro caso de uso é, antes de dormir, você colocar o S10 para carregar com um carregador convencional, ativar o PowerShare no S10 e carregar um smartwatch e o celular ao mesmo tempo.

Nova Post: No S10, a Samsung reafirmou a escolha pelo leitor de digitais. Por que o dedo e não o rosto?

Renato Citrini: Pela primeira vez a gente traz para indústria essa tecnologia de leitor ultrassônico, que dá mais precisão, traz mais conveniência do que um Leitor de Íris ou Facial. É a questão da conveniência é do display. Se eu precisasse colocar mais câmeras na parte frontal, eu não teria só aquele furo discreto da câmera principal. No S10 Plus é um pouco mais alongada, mas se eu tivesse mais câmeras ali para fazer a leitura da íris ou do rosto, eu teria que fazer um recorte no display maior e a gente acha que não é uma solução tão harmônica como a nossa.

Nova Post: Sempre houve uma grande comparação entre Apple e Samsung, mas no aniversário de 10 anos da linha S, o S10 ganhou a alcunha de anti-iPhone. O que diferencia o topo de linha da Samsung dos novos iPhones XS?

Renato Citrini: Quando a gente pensa no cenário competitivo, e ele existe no mundo inteiro, a gente tenta buscar nos nossos smartphones é trazer inovação. Desde o S8 a gente traz a tela infinita, tirou o botão home, trouxe mais tela na parte frontal. Agora, a gente colocou outros sensores que deixem a tela ainda maior sem aumentar o tamanho do aparelho. Traz o leitor ultrassônico. Então a gente coloca inovações focando no bem-estar, na produtividade, na qualidade das câmeras, na inteligência artificial colocada nas câmeras, pra satisfazer os desejos dos consumidores. Trazer pro consumidor uma câmera que vai surpreendê-lo, que ele vai fazer fotos que nem ele imaginava. Você não precisa estudar fotografia, você vai ter recursos que vão te mostrar como fazer uma boa foto.

Nova Post: O S10 não teve só uma atualização de hardware, como também teve um software praticamente redesenhado. Como essa nova interface ajuda os usuários?

Renato Citrini: Qual era o desafio e o problema que a gente queria resolver: mesmo sem aumentar o tamanho do dispositivo, a gente vem aumentando as telas. Tinha muito consumidor com dificuldade para, com uma mão, tocar em todas as extremidades da tela. E aí por causa disso ele escolhia um dispositivo com uma tela menor.

Pensamos: “Esse cara quer uma tela grande, ele tá com uma dificuldade de utilizar a interface padrão, porque ele tá querendo usar com uma mão só. O que a gente faz pra deixar mais cômodo?” Essa nova interface, a OneUI, faz isso: ela prioriza os itens de interação na parte de baixo e os itens pra visualização ficam na parte de cima.

O exemplo que a gente dá é a edição de um contato, que antes você precisava ficar com o dedo passeando na tela inteira. Agora, ficou um gesto natural de estar tudo na parte de baixo. A interface foi pensada em como dar mais conforto para o usuário mesmo com uma tela grande.

Nova Post: Depois de uma linha um tanto quanto frustrante com o Gear IconX, o que o Galaxy Buds traz de tão diferente pra ser a escolha dos consumidores na hora de comprar um fone verdadeiramente bluetooth?

Renato Citrini: A gente tinha no lançamento do IconX é trazer um fone intra-auricular, que tivesse memória, que tivesse uma certa duração de bateria e aí a gente foi pegando feedback dos consumidores para fazer avanços.

No Galaxy Buds, você tem o fone mais leve sem fio que a gente fez, o menor e mais confortável. Ele não cai se você se mexer, ou fizer exercícios, mas é uma evolução constante. “Como é que a gente pode evoluir do que a gente tem hoje para o próximo?” Essa é nossa busca incessante.

Nova Post: Em relação ao Galaxy Watch Active, ele chega a substituir o Gear Sport, mas fica abaixo do Watch. Pra quem é esse smartwatch?

Renato Citrini: O Galaxy Watch Active é pensado pra quem faz prática esportiva. Quando você quer um smartwatch que pareça um relógio convencional, você tem o Galaxy Watch. O Active substitui o Gear Sport que é mais focado para prática esportiva. São seis exercícios que ele detecta automaticamente, mas são mais de 90 ao todo. Você pode nadar com ele e até monitorar o seu sono também.

Nova Post: Já a pulseira, o Galaxy Fit e, vai chegar num preço bem atrativo pra quem quer focar nos exercícios. Qual a estratégia da Samsung em conquistar espaço num segmento que os chineses chamam bastante atenção?

Renato Citrini: O Galaxy Fit e tem uma questão de design muito mais de pulseira, mas a gente quis puxar para uma faixa de preço que a gente não atuava, com preço sugerido de R$ 299. O principal foco dele é atividade esportiva. Ele tem um display menor que o de um relógio, super simplificado, monocromático, mas você vai ter uma pulseira que vai monitorar as suas atividades físicas, suporta também exercícios de natação, proteção contra entrada de água e também monitora o seu sono.

Você vai ter uma pulseira que faz várias funções que o smartwatch faz, mas com uma uma categoria nova que a gente tá entrando com um preço muito agressivo. É uma opção para o usuário Samsung entrar nessa categoria de smartband e smartwatch e começar a procurar um melhor bem-estar.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, é editor de internet do Jornal da Globo e escreve sobre tecnologia e games.