O Nova Post tem como objetivo trazer um jornalismo de qualidade a partir das coberturas e análises nas áreas de tecnologia cotidiana (smartphones, televisores, etc.), games (jogos para computador, videogames, mobile e e-sports, englobando também o universo feminino) e internet das coisas.
d

The Point Newsletter

Sed ut perspiciatis unde omnis iste natus error.

Follow Point

Begin typing your search above and press return to search. Press Esc to cancel.

Análise: Samsung Galaxy Buds, os parceiros de viagem

Seja no iPhone ou no S10, o Galaxy Buds, na verdade, pode ser a sua escolha definitiva para um fone de ouvido 100% wireless.

Já faz quase dois meses que eu escrevi as primeiras impressões sobre o Samsung Galaxy Buds – e recomendo que você leia o texto aqui, pois algumas coisas sobre o produto não serão repetidas – e a verdade é que os fones que pareciam bons, mas poderiam melhorar, realmente cresceram nas minhas impressões.

Primeiro, preciso corrigir duas informações: o Galaxy Buds tem sim multigestos no iPhone: um toque (play/pouse), dois toques (avançar música), três toques (retroceder músicas) e segurar o touchpad (ativa a assistente pessoal); e outra, o “tchans” que faltava na qualidade do áudio foi resolvido ao trocar as borrachas do tamanho médio para grande. E esse é, na verdade, o grande segredo do produto, mais do que usar um aparelho Android com os fones.

Ainda sobre os gestos, é preciso ter um pouco de paciência para acertar os toques. Não adianta bater meio de canto no fone que ele não reconhece. É preciso que o dedo bata bem no centro do touchpad. Diversas vezes dei dois toques e só pausei a música. O lado bom, pelo menos, é que ele faz um som diferente dependendo do gesto que ele acha que você usou, então é possível se localizar por aí também.

O que faz falta – e fica aí a grande diferença num smartphone Android com o aplicativo Galaxy Wearable da Samsung em relação ao iPhone – é poder configurar o gesto de pressionar o fone. Particularmente, eu mudaria para aumentar (direita) e diminuir (esquerda) o volume da música. Agora, independentemente do aparelho, os Buds não têm aquele acelerômetro que pausa a música quando você tira apenas um deles da orelha para ouvir o que estão falando com você.

Uma experiência praticamente de noise-canceling

Ultimamente, o que tem me feito deixar os AirPods de lado e optar pelo Galaxy Buds é o fato deles isolarem melhor o som. Repito: ao trocar a borracha da parte intra-auricular, o fone ganhou uma nova vida para mim. O melhor exemplo que posso dar é: ao usar os Buds na CPTM, em São Paulo, além de não ouvir o shopping-trem, também não ouço as conversas paralelas e só bem baixinho a voz padrão do trem dizendo a próxima estação. E, não, não preciso deixar o volume no máximo para isso.

Em momentos que só quero me concentrar na música, em algum texto ou só ter a famosa paz, os Galaxy Buds se tornam grandes companheiros. E como essas borrachas maiores ajudam a isolar o som, a qualidade do áudio também ficou melhor: os graves estão mais presentes e a experiência geral é bastante satisfatória.

Em relação a bateria, ainda é um mistério para mim quando os Buds realmente morrem. Primeiro, eles são novos (meus AirPods costumam ficar sem bateria após umas duas horas de uso depois de quase dois anos) e segundo a Samsung, eles duram até seis horas de uma vez só, o que é bem legal. Junte isso a caixinha que dá uma boa sobrevida para ele e passe praticamente a semana inteira sem precisar carregá-lo. Com uma porta USB-C e suporte ao carregamento wireless, qualquer lugar é lugar para carregar os seus Buds rapidinho, se for necessário.

No mundo Galaxy S10 e alguns problemas

Focando no uso do Galaxy S10, a experiência se torna um pouco mais completa. A primeira vantagem é a conexão simplificada: é só abrir os Buds com o Galaxy ligado, apertar “Conectar” e pronto. O segundo ponto importante é o aplicativo Samsung Wearable que permite usar o equalizador, personalizar o touchpad, ligar/desligar o Som Ambiente, Buscar os fones de ouvido e gerenciar notificações (você pode ouvir “Twitter” toda vez que chegar uma menção na rede social para você – é legal, mas se você engaja numa conversa, só quer morrer com o fone dizendo “Twitter” toda hora).

Essas experiências tornam o Galaxy Buds ainda melhor e enquanto a Samsung não traz uma previsão de quando vai lançar o aplicativo para iOS, os donos de iPhone acabam perdendo um tanto da mágica dos Buds.

Agora, apesar dos fones serem bem bacanas, ainda há alguns probleminhas: de vez em quando, eles dessincronizam sem motivo algum. Apesar de raro, acontece. E se você está fazendo uma atividade mais radical no meio da cidade, como andar de bicicleta, você tem alguns pequenos cortes no som, por causa da interferência de sinal – o que não deveria acontecer no Bluetooth 5.0.

Os microfones também não são perfeitos e são um tanto quanto abafados. Em um ambiente controlado, como uma sala, quarto ou escritório silencioso, você vai conseguir se comunicar com a outra pessoa por mensagem de voz ou ligação sem problemas, mas não espere fazer isso na rua sem se irritar. Neste ponto, os AirPods são melhores.

Comprar ou não comprar?

Com preço sugerido de R$ 999, você já encontra os fones com R$ 100 de desconto. Os Galaxy Buds são de longe uma das melhores experiências verdadeiramente wireless e dois grandes extras são esse cancelamento de ruído próprio por ser um fone intra-auricular e de você não precisar pagar a mais por um estojo que carrega via wireless.

Com bateria de sobra, um design discreto, opções efetivas de carregamento rápido e prático, não vejo motivos para você, usuário de iPhone ou Android, não escolher os Buds. Quer dizer, ao menos que você viva fazendo ligações na rua. Mas aí talvez seja mais fácil arranjar outro tipo de fone com microfone, não é mesmo?

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, é editor de internet do Jornal da Globo e escreve sobre tecnologia e games.