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Análise: iPad mini 5, o menor-veloz

Em busca de um iPad que caiba literalmente no bolso? Confira o review do iPad mini 5, agora com suporte ao Apple Pencil.

Em março, a Apple surpreendeu ao anunciar os novos iPad mini 5 e a terceira geração do iPad Air. Produtos que nem apareciam no site da empresa ou não tinham uma atualização há anos, viram um novo refresco em uma semana que novos iMacs e AirPods também foram anunciados.

Durante quase dois meses, o Nova Post vem testando o iPad mini 5, cedido pela Apple. Além de analisar o produto, o desafio também é entender onde esse tablet se encaixa no mercado e dentro da linha de iPads da empresa.

Se você quer saber se o iPad mini 5 pode ser uma escolha viável para a sua necessidade, confira abaixo o review. Veja também:

Design e acabamento

O iPad mini 5 aposta no mesmo design de sempre. Com uma tela retina de 7,9 polegadas, é interessante lembrar a sacada da Apple com o tamanho do iPad original de 9,7 polegadas (era só inverter os números). Com bordas mínimas nas laterais, mas avantajadas nos cantos superior e inferior, o tablet tem o botão Home físico com o sensor do Touch ID e a câmera frontal FaceTime HD de 7MP.

Na parte de trás, a Apple traz um acabamento em alumínio. A câmera principal de 8MP não tem uma protuberância e caso você escolha o modelo Wi-Fi + Cellular, o iPad ganha uma linha da antena na parte superior.

Disponível em Cinza-espacial, Prateado e Dourado, há um pequeno porém ao escolher os modelos que tenham a frente branca. Entre a tela (LCD) e a borda branca, fica uma moldura preta, como um “gap” entre uma coisa e outra. Isso acontece em iPhones, iPads e iPods touch que têm a frente branca. Não é um problema, mas quando você percebe, é impossível desver.

Com 300g e a menor taxa de reflexo do mercado, uma das minhas maiores descobertas foi ter conseguido colocar o iPad mini no bolso de trás da calça. Se por um lado esse tablet tem uma tela de dar inveja, tamanho e peso ideais, os alto-falantes, no entanto, poderiam ser mais potentes. Com duas saídas de áudio na parte inferior, não espere uma explosão de sons ao ouvir músicas ou ver um vídeo no YouTube. Elas são suficientes para ambientes controlados, mas por via das dúvidas aposte nos AirPods, na entrada P2 para fone de ouvido ou na entrada Lightning para carregamento e som.

A verdade é que o que chama atenção no novo iPad mini está dentro e não fora. Se você vem de outro modelo desse tablet, o máximo que pode te trazer uma mudança externa é uma cor nova.

Processador e armazenamento interno

O iPad mini 5 conta com o processador A12 Bionic, o mesmo presente nos iPhones XS, XS Max e XR. Apesar da Apple não deixar claro, esse tablet conta com 3GB de RAM e opções de armazenamento interno de 64GB e 256GB.

O novo iPad mini é 70% mais veloz que o seu antecessor e aí está o grande trunfo para quem queria um tablet de tamanho similar, mas que estivesse pronto para os aplicativos mais pesados. O A12 Bionic com Neural Engine permite rodar as aplicações mais exigentes. Desde redes sociais, a Fortnite, Angry Birds AR e meu editor de fotos favorito, o Pixelmator Photo, o iPad mini está pronto para todas as atividades do dia a dia.

Algo que me incomoda nele, no entanto, é a sua falta de opção intermediária de armazenamento interno. O usuário precisa escolher entre um modelo de 64GB ou 256GB. Para quem faz um uso mínimo, a opção de entrada é bastante útil, mas qualquer coisa que passe das redes sociais e alguns poucos aplicativos, já é preciso investir na versão com 4x mais armazenamento interno.

Não me entenda mal. Eu adoro os modelos com 256GB com a sua memória de sobra (e que somam aos 200GB de iCloud que eu assino), mas a maioria das pessoas se sentiriam mais confortáveis com uma versão de 128GB, igual acontece com o iPhone XR – e antes no iPhone 7. Mesmo que você também assine o iCloud, é normal querer várias informações armazenadas diretamente no seu dispositivo.

Como eu uso o iPad mini 5 e como o iPadOS 13 está mudando tudo

O que me surpreende no iPad mini 5 é que nunca enxerguei a necessidade de um tablet desse tamanho. Se por um lado eu tenho um iPhone de 6,1 polegadas e um iPad Pro de 12,9 polegadas, por que eu precisaria de um outro tablet de 7,9 polegadas?

Nesses últimos meses peguei o costume de dizer que o iPad mini é o meu iPad e o iPad Pro de segunda geração é o meu computador. No mini, por exemplo, eu uso para editar fotos no Pixelmator, ler (ainda tô terminando o primeiro livro de “Guerra dos Tronos”), pesquisar na internet, ver séries e filmes nos voos e o mais importante: usá-lo em entrevistas.

Fun fact: uma vez fui entrevistar um executivo de uma empresa de tecnologia e, na época, saquei o iPad Pro de 12,9 polegadas. Ele tomou um susto. Desde então as entrevistas ficaram mais sutis com 7,9 polegadas e ficariam ainda melhores, acredito, com o Apple Pencil, já que esse é o primeiro iPad mini que traz suporte ao lápis da Maçã – mais sobre isso em breve.

O que tem tornado o iPad mini 5 mais interessante para mim é o novo iPadOS 13. Ok, ele ainda está em fase de testes, acabou de ser apresentado na WWDC19, e não conta oficialmente como parte da análise, mas gostaria de compartilhar com vocês uma prévia do que esperar.

Além do Modo Escuro, o mais importante é a nova tela inicial que combina seis aplicativos por linha, trazendo um total de 30 apps por página. No modo horizontal, também é possível deixar na primeira tela a Central de Widgets, com as suas principais informações.

O SplitView de dois apps iguais (como o Notas) ou até abrir rapidamente uma série de apps flutuando no canto direito trazem mais praticidade no uso do iPad. Também é possível comprimir e descomprimir arquivos zip pelo app Arquivos e digitar com o QuickPath ao diminuir o teclado.

Para um passeio mais aprofundado pelo iPadOS 13, é só tocar aqui.

Bateria

Como todo iPad, a Apple tem um número mágico de 10 horas de duração, mas como o tablet acaba sendo usado para tarefas mais básicas, é comum que ele passe mais do que alguns dias longe da tomada.

O seu carregamento também não passa das duas horas com o carregador de 10W incluso na caixa. Eu uso o do MacBook Pro de 13 polegadas com cabo USB-C para Lightning, carregando o tablet completamente em uma hora.

Considerações finais

Para fechar a análise do iPad mini 5 gostaria de falar sobre Apple Pencil e as câmeras. Não, não vou mostrar as fotos que fiz com o tablet, mas dizer que elas são boas para conversar por FaceTime ou para escanear um documento – que, no fim das contas, é para isso que elas servem.

Sobre o Apple Pencil, não tive a chance de testar o lápis da empresa por muito tempo. No máximo consegui escrever um pouquinho e usá-lo para editar algumas fotos no Pixelmator e, de fato, ele faz uma diferença muito grande para uma maior precisão.

No entanto, o Apple Pencil não se prende a lugar nenhum e por ter um formato arredondado, é comum que ele tente saltar de uma superfície plana de tempos em tempos. Para carregá-lo também é um tanto polêmico: você precisa conectá-lo na entrada Lightning, o que não é muito usual e fica mais fácil de você esbarrar sem querer e quebrar o lápis e o conector do iPad. Portanto, é preciso ter cuidado.

Caso eu venha testar o Apple Pencil em um futuro próximo, essa análise será atualizada com um novo link sobre o uso do lápis no iPad.

O preço sugerido do iPad mini 5 de 64GB é de R$ 3.499 (US$ 399) e pode chegar a R$ 5.799 (US$ 679) na versão de 256GB com Wi-Fi + Cellular. O Apple Pencil de primeira geração custa R$ 749 (US$ 99) e a Apple sugere uma case teclado da Logitech, caso o usuário queira usar o tablet mini para escrever.

O iPad mini é indicado para quem quer praticidade, leveza e um companheiro poderoso que seja maior que o iPhone do dia a dia. O melhor é que ele pode servir como livro, caderno da faculdade, plataforma de games ou de streaming de vídeos. E o melhor: tudo isso a um toque de distância.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, é editor de internet do Jornal da Globo e escreve sobre tecnologia e games.