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Após polêmica, Apple muda regras de privacidade da Siri

Usuários poderão optar por não compartilhar pedidos feitos à Siri com os servidores da Apple; entenda o que mudou.

No final de julho, uma reportagem do jornal britânico The Guardian afirmou que a Apple contratava uma empresa para ouvir pedidos de usuários à Siri para depois classificar se a assistente pessoal havia dado uma resposta satisfatória ou se ela havia sido ativada sem querer – quando ela acha que você disse “E aí Siri”, mas não disse.

O problema é que as pessoas contratadas para ouvir essas conversas acabavam por ter acesso a informações pessoais dos consumidores, como consultas médicas, endereços e outros dados. Na época, a Apple disse que menos de 1% das ativações da assistente pessoal eram analisadas por esse sistema. Esse método de pessoas ouvindo gravações também é comum com a Alexa, da Amazon, e o Assistente, do Google – que já gerou muito polêmica.

Nesta quarta (28), a empresa de Cupertino publicou um comunicado dizendo que vai melhorar as medidas de proteção à privacidade do usuário em relação a Siri, além de atualizar uma página de perguntas e respostas sobre Privacidade com a Siri e Grading (método de classificação se a assistente pessoal foi útil ou não).

“Na Apple, acreditamos que privacidade é um direito humano fundamental”, começa o comunicado. A empresa diz que suspendeu imediatamente a classificação humana de áudios da Siri e que está revendo as práticas e políticas de uso desses dados.

Como a Apple promete proteger a privacidade dos usuários e mudanças na Siri

A Apple diz que tenta manter a maior parte das solicitações direto no dispositivo do consumidor, minimizando a quantidade de dados coletados com a Siri e que quando esses dados são coletados, eles não são usados para um perfil de marketing, nem para serem vendidos, apenas para melhorar a assistente pessoal.

Quando o usuário pergunta sobre um evento esportivo, por exemplo, a Siri usa uma localização geral do usuário para prover um resultado satisfatório. Se perguntada sobre a mercearia mais próxima, um dado de localização mais preciso será usado, diz a Apple.

Ao pedir para a assistente pessoal ler uma mensagem não lida, a Siri apenas instrui o aparelho a ler a mensagem, mas o conteúdo não é transmitido para os servidores da Apple. Quando um trecho de áudio é enviado para a empresa, a Siri cria uma identificação aleatória para não atrelar ao seu Apple ID ou número de telefone. Após seis meses, os dados do aparelho são dissociados dessa identificação aleatória.

Antes de suspender o grading, a Apple diz que menos de 0,2% dos pedidos à Siri eram analisados e as mudanças que os usuários começarão a ver a partir do outono do Hemisfério Norte são:

  • Por padrão, a Apple não vai reter gravações de áudio de interações com a Siri. Vão ser usados trechos transcritos por computador que ajudarão a melhorar a assistente pessoal;
  • Consumidores poderão optar por não participar do programa de melhoria da Siri, mas caso participem, podem desistir a qualquer momento;
  • Quando consumidores optarem por participar do programa de melhoria da assistente pessoal, apenas funcionários da Apple poderão ouvir trechos de áudio de interações com a assistente pessoal e que a equipe trabalhará para apagar qualquer gravação que tenha sido feita por engano – quando a Siri ativa, mas você não disse as palavras mágicas.

Essas alterações devem chegar com o iOS 13, iPadOS 13, watchOS 6, macOS Catalina e tvOS 13.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, é editor de internet do Jornal da Globo e escreve sobre tecnologia e games.