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Passaporte Claro Américas e Europa: vale a pena?

Testei o Passaporte Claro Américas e o Passaporte Claro Europa. Vale a pena na hora de fazer uma viagem internacional?

Uma das preocupações de quem vai viajar para o exterior é sempre o chip de celular. Vou contratar uma operadora de fora, pagar roamings absurdos, depender só do Wi-Fi de estabelecimentos ou o quê? Pelo menos desde o ano passado, a Claro oferece o Passaporte Claro, que tem três opções: Américas, Europa e Mundo. E por um preço fixo na sua fatura mensal, você pode usar o telefone e a internet como se você estivesse no Brasil em 18 países das Américas, 48 países da Europa ou até 80 países no Passaporte Mundo.

Nesses últimos meses, passei por San Jose, na Califórnia (Costa Oeste dos EUA), em Orlando, na Flórida (Costa Leste dos EUA), Dublin, na Irlanda, Belfast, na Irlanda do Norte e Londres, na Inglaterra. Abaixo, conto como foi usar a rede da Claro e se vale a pena para a sua viagem.

Nota: o Américas está incluso no meu plano e eu contratei a parte o Europa, não foi um teste cedido pela assessoria de imprensa da operadora.

O que é o Passaporte Claro

Antes de mais nada, é importante detalhar o que é o Passaporte Claro. São três planos diferentes para você navegar na internet e falar no telefone como se estivesse no Brasil. No caso das ligações, para você não pagar nada a mais, elas precisam ser do país que você está para o Brasil ou dentro do mesmo país – então nada de ligar da Espanha para a França, senão você é tarifado.

Após a contratação – e você chegar no país de destino – a Claro recomenda que você reinicie o celular – tirar e colocar do Modo Avião ajuda também. Automaticamente, o seu smartphone puxa uma operadora parceira e pronto: você está conectado. Nos Estados Unidos, a Claro usa as redes da AT&T e a T-Mobile e nas Irlandas e na Inglaterra, era a Vodafone IE ou a Vodafone UK.

No Passaporte Claro Américas, você fica conectado em 18 países das Américas por R$ 9,99 ao mês no plano anual. Mas se você tem um plano pós de 7GB, 10GB, 15GB ou 30GB, ele já está incluso de graça para você.

O Passaporte Claro Europa inclui 48 países europeus por R$ 19,99 ao mês por um ano e não está atrelado a nenhum plano pós. Porém se você tem uma conta de 60GB, o Passaporte Claro Mundo, que inclui o Américas, Europa e outros países de outros continentes, sai na faixa. Por mês, sem um plano pós, ele custa R$ 29,99 por um ano.

Quais países têm o benefício

De acordo com a Claro, em agosto de 2019, esses são os países inclusos nos Passaportes:

Passaporte Claro Américas: Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai

Passaporte Claro Europa: Albânia, Alemanha, Áustria, Bélgica, Bielorrússia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Escócia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Geórgia, Grécia, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Irlanda do Norte, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Malta, Moldávia, Mônaco, Montenegro, Noruega, País de Gales, Polônia, Portugal, República Tcheca, Romênia, Rússia, São Marino, Sérvia, Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia e Vaticano.

Passaporte Claro Mundo: África do Sul, Albânia, Alemanha, Austrália, Áustria, Argentina, Bélgica, Bielorrússia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Canadá, Chile, China, Chipre, Cingapura, Colômbia, Coreia do Sul, Costa Rica, Croácia, Dinamarca, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Equador, Escócia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Gana, Geórgia, Guatemala, Grécia, Holanda, Honduras, Hong Kong, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Irlanda do Norte, Índia, Indonésia, Israel, Itália, Japão, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Malta, México, Moldávia, Mônaco, Montenegro, Nicarágua, Noruega, Nova Zelândia, País de Gales, Panamá, Paraguai, Peru, Polônia, Porto Rico, Portugal, República Dominicana, República Tcheca, Romênia, Rússia, São Marino, Sérvia, Suécia, Suíça, Tailândia, Turquia, Ucrânia, Uruguai e Vaticano.

Como foi a experiência com o Passaporte Américas e o Passaporte Europa

Tanto em San Jose, na Califórnia, quanto em Orlando, na Flórida, eu não tive problemas para usar o 4G. A grande questão, no entanto, é que a velocidade da rede costuma ser menor do que ao usar uma rede da Claro de 4G em São Paulo. A média da minha velocidade nos Estados Unidos foi de 6 Mbps, enquanto na capital paulista estou acostumado com uma média de 20 Mbps – fora os picos de 4,5G em algumas regiões que batem os 100 Mbps.

O maior problema nos Estados Unidos é que como o 4G não estava dos mais velozes, e a Claro tem parceria com a AT&T e a T-Mobile, o iPhone XR estava consumindo muita bateria, porque ele ficava alternando entre as duas redes. Portanto, apesar de ter internet, eu precisava regularmente do auxílio de um carregador portátil. Uma maneira de resolver isso seria, nas configurações do iPhone, definir manualmente apenas uma operadora, mas acabei não fazendo isso.

Em lugares muito cheios, como a Disney, em Orlando, o ideal era usar a rede do Wi-Fi do próprio parque para gastar menos bateria. O que mais me chamou atenção no Passaporte Américas é ele estar disponível desde o plano mais básico do pós, o que me fez, dois meses depois, contratar o Passaporte Europa, porque, apesar da velocidade de internet ok, era o suficiente para sempre chamar um Uber, olhar o Maps, usar as redes sociais e me comunicar com as pessoas tanto por WhatsApp, iMessage quanto FaceTime.

Já na minha experiência no Passaporte Europa, eu tive mais êxito nas Irlandas do que em Londres. A Vodafone também entregava uma conexão parecida com a dos Estados Unidos, mas era mais comum minha internet cair para o 3G. Nesses casos, “usar a internet como se estivesse no Brasil” não era bem verdade.

Essas quedas do 4G para o 3G aconteciam menos em Dublin, capital da Irlanda, e Belfast, capital da Irlanda do Norte. Nos extremos das Irlandas, como nos cliffs e também nas estradas, era normal ter pouco sinal ou quase nenhum, mas até aí passamos pelo mesmo no Brasil, não é mesmo?

Em Londres, surpreendentemente, a conexão era um parto maior. A rede ficava mais perto do 3G e diversas vezes eu precisei fazer aquele truque de colocar no Modo Avião e tirar para ver se vinha um pico de internet para acessar o Maps, fazer uma postagem nas redes sociais ou usar o WhatsApp – GIFs, nem pensar.

No metrô, então, era só começar a descer as primeiras escadas da estação para ver a internet dizer adeus – o que era estranho, porque outras pessoas acessavam sites e redes sociais como se estivessem na rua. Seria você o problema, Vodafone?

Vale a pena assinar o Passaporte Claro?

Apesar do Passaporte Europa doer mais no bolso do que o Passaporte Américas, eu diria que sim, vale a pena a contratação. Os motivos são: você não precisa trocar o chip, evita perrengue do momento que você pisa no aeroporto até a hora de ir embora e é possível fazer ligações sem problema.

Ok, quem faz ligação telefônica? Bem, eu tive que fazer uma vez para cancelar um passeio e fiquei belos 30 minutos – que me custariam uma fortuna no roaming normal ou acabariam com os meus créditos se eu comprasse um chip fora.

As vantagens do Passaporte Claro também incluem a não variação da moeda local. Cinquenta dólares, euros ou libras não são a mesma coisa, enquanto na Claro você sabe o quanto em real você está pagando – e é fixo.

Por parte da operadora, está na hora de dar um boost na rede dos parceiros para o consumidor ter sempre a melhor experiência, mas de maneira geral, esse pacote é o verdadeiro evita-perrengue – mesmo se você viaja no máximo uma vez ao ano. Agora, se você está acostumado a ir para o exterior regularmente, o Passaporte é uma contratação bem interessante a ser feita.

Quer saber sobre outros pacotes da Claro? Conheça o eSim da empresa aqui e o ClaroSync para ter sempre o seu Apple Watch ou Galaxy Watch conectados aqui.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, é editor de internet do Jornal da Globo e escreve sobre tecnologia e games.