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O que faz do iPhone 11 Pro realmente “Pro”?

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Ano passado, o iPhone podia ser Max e agora ele é também Pro. Saiba o que o sufixo muda de fato nos novos iPhone 11 Pro e iPhone 11 Pro Max.

A Apple anunciou nesta terça (10) o novo iPhone 11 Pro e uma versão maior, o 11 Pro Max. A mudança no sufixo, para a empresa de Cupertino, significa que esse iPhone foi feito para os usuários mais Pro, como os do MacBook Pro e do iPad Pro – mas também, claro, para quem quiser usar toda essa potência.

A Apple diz que o iPhone 11 Pro tem “câmeras pro”, “tela pro”, “performance pro” e eu adicionaria um “sistema operacional pro” e, quem sabe, “bateria pro”. Agora, o que faltou foi o armazenamento, que ainda começa em 64GB – não tão “pro”, mas 256GB e 512GB estão valendo. Te conto abaixo novidade por novidade.

Câmeras Pro: são três

O iPhone 11 Pro conta com um conjunto de câmeras triplas com 12 MP: uma Ultra Wide com abertura f/2.4 e com uma angulação de 120º, uma Wide com abertura f/1.8 e uma telefoto com abertura f/2.0. Essa última, em particular, considerada como “principal” absorve 40% mais luz do que o iPhone XS. No caso do iPhone X para o XS, o salto foi de 20%; mostrando que houve realmente um grande salto.

A sensação dos smartphones Android agora também chegou ao iPhone, que são as fotos em Ultra Wide, captando 4x mais informação do que uma foto normal. A outra novidade é o Modo Noite, que captura várias imagens com ajuda da estabilização óptica e deixa uma foto escura bem mais clara, mas sem estourar. Tudo com a ajuda do processador A13 Bionic.

Há também uma nova Iluminação de Estúdio chamada High-Key Mono, que além de deixar a foto em P&B, o fundo fica inteiro branco.

Também há melhorias no True Tone Flash, há uma nova gerão de HDR Inteligente para fotos, correções avançadas de olho vermelho, estabilização automática de imagens. Vale dizer que todas as câmeras traseiras gravam em 4K e 60 fps. É possível usar aplicativos de terceiro para fazer duas câmeras gravarem uma cena ao mesmo tempo.

Com a função “Audio Zoom”, por exemplo, ao aproximar uma pessoa ou objeto sendo gravado, o microfone vai focar nesse local e dar um ganho.

Tela Pro: conheça a Super Retina XDR Display

A tela do iPhone 11 Pro consegue ser ao mesmo tempo mais brilhante e economizar até 15% a mais de bateria que a geração anterior. No sol, o display brilha até 800 nits, mas se você estiver vendo uma foto ou assistindo uma série em HDR10, automaticamente ele consegue aumentar o pico de brilho para 1.200 nits com um alcance dinâmico extremo.

Além de pixels que apagam individualmente no OLED, o iPhone tem uma taxa de contraste de 2,000,000:1 e um sistema de gerenciamento de cores para uma precisão maior do que está sendo mostrado. São 458 pixels por polegada.

O ponto “negativo” é que a Apple matou o 3D Touch pelo Haptic Touch. Outras funções como o True Tone e Night Shift continuam firmes e fortes na tela. Vale também aproveitar o display para falar da tecnologia de áudio Dolby Atmos e o “som espacial” que cria uma experiência de som surround, como em um cinema.

Performance Pro: o poder do A13 Bionic no iPhone 11 Pro

O A13 Bionic tem um foco em aprendizado de máquina. Com uma arquitetura de 64 bits Fusion, os núcleos processam as tarefas de maneira mais rápida e com mais eficiência. Os dois núcleos de alta performance são 20% mais rápidos e consomem 40% menos de bateria, enquanto os quatro núcleos de eficiência são 20% mais velozes e consomem 25% menos energia. A GPU própria da Apple também ficou 20% mais rápida e consumindo 30% menos de bateria, ideal para jogos e experiências em Realidade Aumentada.

Um exemplo dessa potência é a gravação de vídeos em 4K a 60 fps. Com os sensores rápidos da câmera, o 11 Pro consegue produzir 120 frames por segundo, alternando entre a exposição padrão de quadros e a exposição rápida. O processador analisa cada frame em tempo real para capturar a maior quantidade de detalhes.

Outro destaque vai para o Core ML 3, que é o aprendizado de máquinas para aplicativos, ajudando desenvolvedores usarem o potencial do A13 Bionic e automaticamente direcionar tarefas de um app para a CPU, GPU ou Neural Engine.

Bateria Pro: a melhor bateria em um iPhone

O salto na bateria dos iPhones 8, 8 Plus e X foi abaixo do esperado para os iPhones XS, XS Max e XR, mas parece que a empresa de Cupertino olhou com atenção redobrada para os iPhones 11 Pro e 11 Pro Max, já que a bateria deles dura 4 horas e 5 horas mais, respectivamente ao modelo que eles substituem.

Ao que tudo indica, os usuários do modelo Pro vão conseguir chegar a um dia inteiro de uso ou nas tarefas mais intensas, vão ficar um pouco mais longe da tomada. Falando em tomada, pela primeira vez em uma vida a Apple traz um carregador de 18W para essa nova linha. O cabo que vem é um USB-C para Lightning.

Em outras palavras, é possível conseguir 50% de bateria em 30 minutos – e com essa tecnologia vindo diretamente da caixa, sem precisar comprar nenhum acessório. O carregamento wireless ainda está vivo.

Além da tela e do processador ajudarem no processo de economia, a Apple criou uma Unidade de Gerenciamento de Energia. Ele entende quando você mais precisa usar o A13 Bionic e quando ele pode descansar, o que ajuda a preservar a bateria do aparelho.

Sistema operacional Pro: esse você já sabia

O iOS 13 é a alma do iPhone. O novo Modo Escuro para estes novos lançamentos ajudam a economizar bateria, os aplicativos vão abrir mais rápido e vão pesar menos. Em relação aos serviços, como o Apple Arcade, a empresa de Cupertino trabalha em parceria com os estúdios para otimizar ao máximo os jogos para que o usuário tenha a melhor experiência.

O sistema operacional também faz uso de inteligência artificial para entender quais são as suas fotos mais importantes e criar uma galeria viva. O processador com aprendizado de máquina garante que não sobre teto nessa galeria e que objetos e pessoas sejam sempre o foco. Todos os detalhes do iOS 13, você confere aqui.

Os novos iPhones lançam dia 20 de setembro nos Estados Unidos e chegam ainda este ano no Brasil.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, é editor de internet do Jornal da Globo e escreve sobre tecnologia e games.