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Análise: Samsung Galaxy Note10+, a coroa ao rei

Nove edições depois, o diferencial da linha Galaxy Note é ser mais. Confira a análise do Galaxy Note10+, que de novo é o melhor Android do ano.

No começo de agosto, a Samsung anunciou a nova linha Galaxy Note, desta vez em dois tamanhos: um menor, com o Galaxy Note10 de 6,3 polegadas, e o maior, com o Galaxy Note10+ de 6,8 polegadas. Eles foram apresentados no Brasil no último dia 2 de setembro e desde sexta (20) passada começaram a ser vendidos no país por até R$ 6.799.

No ano que a linha Galaxy S completa 10 anos e a Samsung comemora o lançamento do seu novo produto mobile, o Galaxy Fold, ainda há muito o que explorar na linha mais profissional da empresa. Nos últimos dez dias, pude usar o Galaxy Note10+ cedido pela assessoria da Samsung e conto nos próximos parágrafos como é ter em mãos o celular mais potente da empresa sul-coreana.

Pensado para brilhar

Desde o Galaxy S6 que os smartphones mais caros da Samsung chamam bastante atenção pela beleza. A combinação de vidro e metal não fez mal nenhum às linhas S e Note, que tiveram um visual renovado com o Galaxy S8 e completamente refinado no Galaxy S10.

No caso do Galaxy Note10 – e do Galaxy Note10+ especialmente – não poderia ser diferente. A coloração “Prisma Branco” evoluiu para o “Aura Glow”, um prisma que é todas as cores dependendo da luz e da inclinação. O Note, mais do que um espelho, é literalmente um refletor – e você deveria tomar cuidado para o seu brilho não ofuscar os outros.

Tudo bem, todo esse vidro tem um preço: você nunca vai ver tanta marca de dedo em um smartphone como esse; quem sabe, até ainda na caixa. Mas nada que uma boa passada na camisa não seja um começo para mostrar todo o charme do aparelho.

Com uma tela de 6,8 polegadas chamada de Immersive Dynamic AMOLED, o smartphone tem um dos melhores displays do mercado, com cores vibrantes e precisas. As bordas mínimas, que combinam com um entalhe de câmera na parte superior central, é o estado da beleza que pouquíssimos smartphones conseguem chegar. Com o leitor de impressão digital embutido na tela – e esse realmente funciona de maneira rápida – só falta um indicador com o display apagado para que você consiga acertar o dedo toda vez.

Todos os botões do Note10+ estão do lado esquerdo, não há entrada P2 para fone de ouvido e uma das saídas de som, na verdade, reverbera na parte superior, direto no display. Atrás, além do “SAMSUNG” central, são três câmeras principais, flash e um sensor ToF. Apesar de mais retão – o S10 é mais arredondado nas bordas – o Note tem uma boa pegada, mas é melhor aproveitado com duas mãos. E, ah, dá para esquecer da S Pen? A caneta azul fecha o ornamento do smartphone. Vale lembrar também que as diminuições de quantidade de botões e entradas são uma boa ajuda na resistência IP68 contra água e poeira.

Velocidade em 1º lugar e armazenamento também

O Galaxy Note10+ brasileiro tem um diferencial, pois vem com o processador Exynos 9825, ligeiramente mais potente que o chip do Galaxy S10 e também um upgrade em relação ao Snapdragon 855, que, de maneira leiga, se equipara com o Exynos 9820 da Samsung.

Com 12GB de RAM e 256GB de armazenamento interno, essa é a primeira vez que a linha Note não traz uma entrada extra para cartão microSD, mas, sinceramente, você pode escolher por essa opção ou a de 512GB e também assinar a Samsung Cloud.

Como disse na análise do S10, repito aqui: “É redundante dizer que tudo funciona em um instante nesse smartphone. Não há aplicativo ou jogo disponível na Play Store que o Note10 não consiga rodar.” Também é difícil perceber um salto no Galaxy S10+ para o Note10+, ambos são celulares excelentes e com especificações de sobra.

OneUI segue dando um baile

A linha Note10 vem com Android 9 Pie e a camada de inovação da Samsung, a OneUI, que traz as informações clicáveis do meio para baixo da tela e tudo o que é para ser visto na parte de cima. Para grandes telas, é uma solução simples e que só fica melhor com o passar do meses.

É possível rearranjar os aplicativos da forma que você quiser: 4X5, 4X6, 5X5 ou 5X6. Mais uma vez, a Samsung utiliza o melhor do Android e aproveita a demora das atualizações de software para adicionar por conta própria as novidades, como o Modo Escuro.

Agora, é preciso notar que os celulares da empresa poderiam ter mais aplicativos otimizados – especialmente para as linhas S e Note, que são as mais caras. Uma das novidades mais bem-vindas veio na linha do ano passado que trouxe com exclusividade Fortnite. O quão legal é isso? Afinal, não adianta só ter especificações parrudas, mas aplicativos que vão conseguir explorar e entregar para o consumidor o real poder desse investimento que a empresa sul-coreana faz.

A Samsung precisa trazer cada vez mais parceiros, como está fazendo com a Microsoft e como já fez com o Instagram, que pelo app principal de câmera permite tirar fotos e vídeos e já postar nos Stories.

Oi, S Pen do Galaxy Note10+

Talvez você já tenha visto essa S Pen antes – pelo menos do lado de fora. O azul é o mesmo da caneta da geração passada, mas tudo nela é diferente. Agora, a S Pen tem uma bateria de 10 horas em uma única carga e traz pela primeira vez as Air Actions, ações “no ar”, que te permitem trocar a câmera, mudar menus, entre outras coisinhas sem necessariamente tocar na tela do celular. Mesmo assim, é preciso tocar no botão físico próximo da ponta da caneta para acionar as funções.

Outro destaque é a possibilidade de encontrar as anotações à mão, digitando. E também transformar essas anotações em texto. É pela caneta que a Samsung define um uso profissional da linha Note, mas ainda há espaço para melhorar.

A precisão na hora de escrever é um exemplo. Em ambientes como “Mensagem animada” e “Notas”, podia ter uma rejeição à palma, pois com a caneta praticamente de pé é bem desconfortável escrever.

Fora uma brincadeira ou outra e pequenas anotações, a linha Note não tem um impacto muito maior no meu uso diário com a S Pen. A tela dele, por outro lado, traz mais imersão na hora de consumir conteúdo audiovisual.

Câmeras e mais câmeras

O Galaxy Note10+ tem o mesmo conjunto triplo de lentes do Galaxy S10. É uma ultra-wide de 16MP, uma grande-angular de 12MP e uma telefoto de 12MP. O modelo maior conta também com um sensor ToF, que entende a profundidade do ambiente, ajudando tanto em aplicações de Realidade Aumentada quanto para desfocar o fundo das fotos.

Recomendo que você olhe alguns dos meus cliques do Galaxy S10+ aqui, pois é a mesma experiência que você terá com o Note10+. O aparelho também traz o Modo Noturno, que é muito bem-vindo desde que você tenha a mão firme ou um estabilizador por perto. Outra função interessante é a “zoom-in mic” que ao dar zoom gravando um vídeo, o áudio de onde está sendo apontado fica em evidência.

A câmera de selfie de 10MP tem abertura f/2.2 e faz as fotos que você já espera – inclusive aquela lavada no rosto segue firme e forte, mesmo que você deixe o embelezador desligado.

Bateria para um dia todo

O Galaxy Note10+ traz pela primeira vez o carregamento ultrarrápido de 45W, mas o acessório é vendido à parte. Na caixa, você encontra um Super Fast Charge de 25W. É necessário só um pouquinho mais de uma hora para ir de 0 a 100%, o que é bem bacana em um smartphone com 4.300 mAh.

A Samsung também vende à parte um carregador wireless renovado de 15W que faz um bom trabalho para quem gosta da tecnologia por indução. O Note10 também traz o carregamento reverso do S10 que apesar de ser muito útil, me deixa com ressalvas manter a tela do celular em contato com uma superfície, seja ela qual for.

Nos meus testes, o Note aguentou com folga jogos, streamings e redes sociais – e olha que meu dia vai das 10h até o começo da madrugada. E como já dito, graças ao (Super) Fast Charge, nada que alguns minutos de tomada não deixe o celular pronto para aguentar mais uma noitada.

A coroa para o rei: vale a pena comprar o Galaxy Note10+?

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O Galaxy Note10+ é um aparelho nichado e por isso o S10+ que deveria ser considerado o melhor Android do ano, mas é a telona, o novo design, o processador ligeiramente revisado e a S Pen que tornam este celular único. Diferente de 2018, este ano foi mais concorrido para a Samsung graças a chegada do Huawei P30 Pro no Brasil, mas as incertezas do Android nos celulares da empresa e a customização de software são um verdadeiro “opa” para quem pretende investir uma grana em um top de linha.

Mais uma vez, a linha Note preenche todos os requisitos de melhor celular: tela, acabamento, processador, armazenamento e bateria, como preencheu em 2017 e em 2018. Em relação a Android, ouso dizer que muitas vezes ela faz melhor que o próprio Google, justamente pela OneUI. Com o Note10, a Samsung esbarra também pela primeira vez em algo bem Apple, que é não ter entrada para fone de ouvido e nem para cartão microSD.

Na perspectiva de quem passa mais tempo com um iDispositivo do que com um Android, a Samsung já poderia ter tomado “coragem” antes graças a generosa quantidade de armazenamento interno – e os Galaxy Buds são uma compra certeira.

O Note10+ tem um preço sugerido de R$ 5.999, mas já pode ser encontrado no varejo por R$ 5.399. Na configuração de 256GB, ele vem nas cores Aura Glow e Preto. No de 512GB, branco.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, é editor de internet do Jornal da Globo e escreve sobre tecnologia e games.