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Análise: iPhone 11 Pro Max, mais, mais e mais

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O celular mais “Pro” da Apple, o iPhone 11 Pro Max tem bateria invejável, tela grande e muito mais. Confira o review do produto.

O smartphone mais premium da Apple tem um novo nome. O iPhone 11 Pro Max foi anunciado em setembro nos Estados Unidos e chegou ao Brasil já em outubro, junto do iPhone 11 e do iPhone 11 Pro.

Sem mais “xis” ou dez, a Apple volta aos números e com novos sufixos. Criado para os usuários “Pro”, a verdade é que são os detalhes que tornam este celular mais atrativo do que o iPhone 11, que conta com várias características similares.

Nas próximas linhas, vou te contar como é usar o iPhone 11 Pro Max, o melhor smartphone da Apple até agora, mas que não é o mais caro já feito pela empresa.

Detalhes para quem quer ver mais

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O iPhone 11 Pro Max tem um telão de 6,5 polegadas para uma experiência imersiva jogando no Apple Arcade ou assistindo filmes e séries. Com um display Super Retina XDR com OLED, isso significa que ele tem um pico de brilho inteligente de até 800 nits e chega a 1.200 nits para vídeos e fotos em HDR10 e filmes com Dolby Vision, traz o preto profundo, que melhora a experiência de cenas no escuro, e faz uso do melhor HDR disponível em um celular.

O acabamento dele é de vidro e aço inoxidável – uma única peça construída. À primeira olhada, eu achava que o iPhone 11 Pro trouxesse uma releitura do fosco do iPhone 7, mas bem longe disso. A sensação de usar e segurar este iPhone é de que ele é um aparelho mais resistente, ainda mais premium, que não fica cheio de marcas de dedo – a camada anti-oleosidade ajuda – e, sim, consideravelmente mais pesado se você estiver vindo de algum iPhone que ainda use o botão home.

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Outra coisa que obviamente chama a atenção no iPhone 11 Pro Max são as três câmeras principais. Elas são gigantes e cortam uma parte considerável de qualquer case de celular. De todas as capinhas, a Clear Case parece mais sutil, já que é transparente. Os botões são firmes, os alto-falantes são potentes e ele conta com IP68 para resistência contra água e poeira. É possível submergi-lo por até 30 minutos em 4,5m.

A Apple também fala, como de costume, que “este é o iPhone com a tela mais resistente já colocada”, mas é vidro e pode quebrar. Na minha experiência, o que mais me incomoda desde o iPhone XR é a quantidade de abrasões que estou colecionando nessas telas. E juro que como adulto responsável, não misturo chaves e nem nada com o celular no bolso da calça. As abrasões que tenho na tela do iPhone 11 Pro Max são de tirar e colocar o aparelho no bolso. Portanto a dica que te preserva alguns milhares de reais é: coloque uma película agora.

Eficiência é o nome do processador A13 Bionic

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Se a construção do iPhone 11 Pro Max é de se elogiar, toda a mágica acontece com o processador A13 Bionic. Ele é o responsável por combinar inteligência artificial e aprendizado de máquina para otimizar a bateria do celular e mais importante ainda: torná-lo o mais rápido do mercado.

Ele tem dois núcleos de performance de CPU que são até 20% mais rápidos e 30% mais eficientes energeticamente do que a geração passada. Os outros quatro núcleos de eficiência estão 20% mais rápidos e usam até 40% menos energia.

O mesmo vale para os quatro núcleos da GPU que também estão 20% mais rápidos e gastam 40% menos energia, o que ajuda na hora de jogar jogos em alta resolução, renderizar realidade aumentada ou até editar um vídeo – que agora é possível fazer nativamente no iOS 13.

Na vida real, não é um problema para o iPhone 11 Pro Max abrir qualquer jogo, aplicativo ou executar qualquer tarefa. Agora, dependendo da quantidade de aplicativos que você abra simultaneamente, é provável que alguns deles precisem recarregar depois de um tempinho. Isso porque apesar de “otimização” ser o nome da combinação de hardware e software da empresa, a Apple mantém apenas 4GB de RAM no celular, enquanto outros fabricantes de top de linha Android começam em pelo menos 6GB de RAM.

Assim como a geração anterior, a Apple oferece a tecnologia do Dual SIM com um chip físico e outro eletrônico, codecs de Wi-Fi mais rápidos, melhor conexão LTE e uma função chamada de spatial awareness que facilita o compartilhamento de arquivos via AirDrop graças ao novo chip U1.

Quanto mais câmeras, melhor

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O novo sistema triplo de câmeras é um dos grandes destaques do iPhone 11 Pro Max. Com as lentes grande-angular e telefoto repaginadas, a Apple também traz pela primeira vez uma ultra-grande-angular, para fotos de paisagens, grupos de pessoas e até de arquiteturas.

O mais interessante aqui é que todas as câmeras contam com 12MP e gravam em 4K a 60 quadros por segundo. Apesar da abertura de cada lente ser ligeiramente diferente, é praticamente imperceptível na foto final notar uma mudança cores – algo muito comum em celulares Android com múltiplas câmeras.

Fotos em baixa luminosidade sofrem um pouco mais na câmera ultra-grande-angular, mas não chega a ser um impeditivo. O iPhone 11 Pro Max conta com a nova geração do Smart HDR, que reconhece melhor as pessoas para trazer mais detalhes nos cliques. Em relação aos Retratos, é possível usar agora tanto a telefoto quanto a ultra-grande-angular como câmera auxiliar para fazer as fotos com o fundo desfocado. A Apple diz ter trabalhado especialmente para corrigir aquele corte errado em algumas hastes de óculos, mas ainda é comum a câmera não reconhecer 100% as bordas de alguns óculos.

Outro destaque dessa geração é o Modo Noite, capturando várias imagens e combinando-as para fotos com mais detalhes, cores naturais e mais claras em ambientes com baixa luminosidade. O desafio aqui é apenas manter a mão e o objeto parados para os melhores cliques. Quando funciona, realmente, é muito bacana, mas também é muito fácil fazer cliques com a mão tremida. Para mais dicas e informações sobre a câmera, é só clicar aqui.

A câmera de selfie, que usa o sistema TrueDepth, também ficou melhor. Com 12MP e gravando em 4K a 60 quadros por segundo, essa é a maior atualização na câmera frontal em uma vida. Um dos truques mais bacanas é que agora é possível dar um zoom out nela, assim é possível fazer caber mais pessoas na selfie ou simplesmente mostrar mais da sua roupa. Veja outros cliques:

A melhor bateria em um iPhone

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Ao longo dos anos usando o iPhone, tive que me acostumar com alguns truques para fazer a bateria durar o dia inteiro: usar o Smart Battery Case, levar um carregador para todos os lados – ou trocar anualmente, que aí você evita o desgaste da bateria.

Brincadeira a parte, faz parte da minha rotina colocar o iPhone 11 Pro Max para carregar pelo menos umas 20 horas depois de tê-lo tirado da tomada. Na verdade, apesar da tela, do processador e das câmeras serem invejáveis, é a bateria que merece os maiores aplausos.

Durando cinco horas a mais que o iPhone XS Max, este é o primeiro iPhone que realmente aguenta um usuário “Pro” e que pode ultrapassar tranquilamente dois dias fora da tomada para aqueles menos assíduos no uso do smartphone.

Falando em tomada, a Apple finalmente trouxe um carregador rápido nativo para a linha mais cara. Com potência de 18W, é possível carregar 50% em 30 minutos e em torno de uma hora, chegar aos 100%. Este iPhone traz na caixa um cabo USB-C para Lightning e também funciona com o carregamento por indução, o que a gente chama de wireless.

Há dois meses, carregar e usar este iPhone tem sido uma das melhores experiências e com a ajuda do Modo Noturno sempre ativado, percebo que fica ainda mais fácil de fazer o celular durar por toda a minha rotina de músicas, jogos, redes sociais e gravações de vídeo.

O iPhone 11 Pro Max é “O” iPhone?

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Vale a pena comprar o iPhone 11 Pro Max? Começando em R$ 7.599 no modelo maior, é bastante dinheiro para se gastar em um celular. Entre todas as características “Pro”, a única que ficou faltando é um armazenamento interno de entrada de 128GB. Com todas as possibilidades que esse iPhone entrega, eu esperava no mínimo o dobro dos 64GB oferecido.

Por outro lado, as versões de 256GB e 512GB – levando o aparelho a custar R$ 9.599 – são bem interessantes. Entre as cores disponíveis, há um novo verde meia-noite que é o destaque e destoa do cinza-espacial, prateado e principalmente dourado, que ao meu ver não ficou tão bom quanto o do ano passado.

O iPhone 11 Pro Max traz, de longe, a melhor experiência em relação a um smartphone: do acabamento ao processador, este é um daqueles modelos para guardar por anos a fio. É um investimento e tanto – que você provavelmente vai precisar comprar case, película e possivelmente um seguro, mas que vai melhorar exponencialmente o seu uso de celular.

Ao primeiro olhar, ele e o iPhone 11 entregam o que você precisa, mas os detalhes estão todos aqui – e talvez seja isso o que você quer mesmo.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, é editor de internet do Jornal da Globo e escreve sobre tecnologia e games.