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Análise

Análise: Disgaea 6: Defiance of Destiny para Nintendo Switch, um novo visual para uma fórmula clássica

Disgaea 6: Defiance of Destiny é o jogo mais recente da franquia de sucesso da NIS para o Nintendo Switch. Confira a análise.

Disgaea é um daqueles jogos feitos para os fãs. Após seis anos desde a última história original, Disgaea 6: Defiance of Destiny traz uma roupagem nova para um estilo de jogo já consolidado, mas, como nunca, ele parece fresco e pronto para conquistar uma nova legião de fãs.

Nas últimas semanas, venho jogando Disgaea 6: Defiance of Destiny para Nintendo Switch e conto nas próximas linhas a minha experiência e se vale a pena comprá-lo.

Ficha técnica
  • Plataforma: Nintendo Switch
  • Data de lançamento: 29 de junho de 2021
  • Gênero: SRPG
  • Desenvolvedor: Nippon Ichi Software
  • Publisher: NIS America
  • Idioma: Inglês/Japonês
  • Texto: Inglês/Francês
  • Preço: R$ 305,95 na Nintendo eShop

História: Do fim ao começo

Disgaea 6: Defiance of Destiny é bem diferente da última entrada do jogo, Alliance of Vengeance, onde o demônio Killia tem uma sede por vingança contra o imperador demônio Void Dark.

Desta vez, esqueça dos demônios que mandam nos Prinnies já que o protagonista é um zumbi chamado Zed e boa parte do jogo se passa em reinos que não são o inferno. Ou seja, um descanso para os pinguins, enfim, dood

Com uma habilidade única de super reencarnação, Zed não só volta à vida mais forte, como o seu objetivo é derrotar o Deus da Destruição.

A grande questão é que o jogo começa do fim e, logo de cara, o jogador sabe que Zed destruiu o seu principal inimigo. Mas como? É a partir daí que a história toma rumo, na Dark Assembly, onde o zumbi conta dos seus feitos para os Overlords que estão presentes.

Assim como de praxe, o protagonista conta com a ajuda de alguns parceiros improváveis para derrotar o Deus da Destruição. Desta vez, além de um cão super inteligente que não batalha, há um rei ganancioso, uma princesa-fada Narcisa, uma Power Ranger com o desenho praticamente cancelado e uma senhora de 10 mil anos que se amaldiçoa com a aparência de uma criança para acompanhar Zed nessa aventura.

O interessante é que com o passar do jogo, o jogador percebe que há muito mais por trás do egoísmo e ganância dos personagens e que para Zed derrotar o Deus da Destruição, ele precisará fortalecer os seus companheiros não só por fora, mas por dentro também.

A história, como os fãs estão acostumados, é contada em capítulos. Há sempre muitas falas, a maior parte delas com áudio, e é muito engraçado. Mais do que aumentar de nível e pegar armas melhores, o que cativa é ver o desenrolar da narrativa.

Jogabilidade: Muitas facilidades para uma nova era de jogadores

Disgaea 6: Defiance of Destiny é um SRPG e, por isso, necessita de estratégia para que o usuário passe pelos diversos estágios. Com até dez personagens em campo, o jogador precisa apostar em diversas classes de monstros para garantir que punhos, magias, armas de fogo e velocidade façam sentido juntos.

Enquanto os primeiros jogos eram muito mais desafiadores na hora de aumentar de nível, reencarnar, melhorar itens e até recuperar vida, o mesmo não pode ser dito de Disgaea 6. Ao comparar, por exemplo, com Pokémon, é como se estivéssemos vendo o Sword and Shield dessa geração.

Apesar de que alguns jogadores possam sentir falta do grau elevado de dificuldade, eu penso que é o contrário que me atrai para essa nova entrada da série. Disgaea 5, o anterior, por exemplo, se tornou o meu favorito não só pela história, mas porque a dificuldade encontrada nos remasters dos primeiros jogos me mostraram como a progressão era difícil, o que tornava a fluidez do jogo inexistente e a experiência não tão bacana.

Isso porque apesar de a história ser um show a parte, o que faz o jogador voltar a Disgaea é a vontade de tornar os seus personagens em verdadeiros tanques com os níveis mais altos, habilidades mais fortes e poderes mais incríveis.

Todos esses adjetivos são empregados para dizer que o jogador vai passar horas e horas no Item World, em fases que ajudam a melhorar experiência e também reencarnando seus personagens para que eles voltem cada vez mais fortes. Tudo isso, ainda bem, é mais fácil do que nunca em Disgaea 6: Defiance of Destiny.

Todos os personagens em campo ganham experiência e mana, o Cheat Shop está disponível desde o começo, e um bônus para os jogadores faz com que não só eles possam adicionar personagens de jogos passados como também vencer as primeiras fases mais facilmente com cem lutas de bônus.

O que eu quero dizer é: pela primeira vez, não só eu consegui aproveitar o jogo como os jogadores mais hard-core fazem que é reencarnar os personagens e recomeçar várias e várias vezes, como eu consegui também progredir na história enquanto fazia isso.

Visual: Cara nova para uma franquia clássica

Disgaea 6: Defiance of Destiny aposta pela primeira vez em personagens 3D, em um estilo chibi. Enquanto todos os outros jogos focavam em gráficos mais simples, apesar da expressividade dos personagens, Disgaea 6 é mais visual do que nunca.

O problema é que o jogo não parece o tempo todo otimizado para o Nintendo Switch, então entre gráficos e jogabilidade, eu fico com a jogabilidade antiga que faz o jogo fluir muito mais rápido.

Também como a repetição é a graça do jogo, acaba ficando chato ver as mesmas animações e ataques diversas vezes por turno. Em campos com dezenas de inimigos, então, é como se a batalha não progredisse. No fim das contas, a minha opção foi desativar as animações para que eu pudesse não só aproveitar a história como também aumentar de nível mais rápido.

Veredito de Disgaea 6: Defiance of Destiny

Disgaea nunca esteve tão fresco quanto agora. Apesar da história do Killia, do jogo passado, ainda ser a minha favorita, Disgaea 6 torna a experiência muito mais leve e me dá vontade de jogá-lo ainda mais na busca de transformar os personagens em tanques de força e vida.

O Nintendo Switch, como de praxe, facilita e muito a vida para quem quer jogar Disgaea na mão, o que continua uma delícia. Para aqueles que querem tirar um tempo para aumentar de nível sem se preocupar, o modo automático de batalha é uma mão na roda, apesar de não ser recomendado para ser usado sem supervisão, já que você pode ficar sem mana ou os seus personagens podem sofrer alguma avaria dos adversários.

Disgaea 6: Defiance of Destiny é um jogo sobre empatia, entender o que há por trás das decisões dos outros e ao mesmo tempo rir muito, criar estratégias inusitadas e tornar os personagens o mais fortes possíveis.

Se você gosta de SRPG, games baseados em turnos e que tenham um milhão de configurações possíveis, não há o que te impeça, além dos R$ 300 que a mídia digital custa, para se amarrar em Disgaea 6: Defiance of Destiny.

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