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Análise

Análise: iPhone SE de 2022, bom para quem?

Design icônico, suporte a 5G e o chip mais poderoso em um iPhone. Para quem o iPhone SE de 2022 é indicado? Confira na nossa análise.

Apresentado em março e comercializado no Brasil a partir de abril, a terceira geração do iPhone SE estava marcada por altas expectativas por parte de analistas do mercado financeiro, porque, segundo eles, trazer a tecnologia do 5G para um iPhone mais acessível seria a melhor oportunidade de fazer consumidores atualizarem de um iPhone antigo. Não só isso, mas também por ser uma porta de entrada para usuários Android que quisessem se aventurar no universo iOS.

Nas últimas semanas, o Nova Post vem testando o iPhone SE 3 – ou de 2022, como preferir. O produto foi cedido pela assessoria da Apple e abaixo eu te conto as impressões sobre esse telefone, como que é usar um iPhone tão familiar e ao mesmo tempo cheio de novas tecnologias.

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Nostalgia ambigua

Em 2014, quase dez anos atrás, a Apple apresentou o iPhone 6. O maior iPhone da empresa até o momento foi um divisor de águas para a companhia. Com uma telona de 4.7 polegadas (além do seu irmão de 5.5 polegadas), a Apple teve até que adicionar um recurso chamado “Alcançabilidade” que permitia que dois leves toques trouxessem metade da tela para baixo para que o usuário pudesse tocar nos ícones mais distantes com apenas uma mão.

Do iPhone 6 em 2014 até o iPhone 8 em 2017, a empresa refinou o design do celular. Aumentou o sensor da câmera principal, adicionou uma finalização em alumínio e vidro em vez de só alumínio, deixou o sensor do Touch ID completamente digital, trouxe resistência à água e poeira com certificação IP67, além do suporte ao carregamento wireless.

Em 2017, não poupei elogios ao iPhone 8. Disse que o telefone era uma “evolução natural” e, de fato, era, principalmente para quem preferia esse design em vez do novíssimo iPhone X. Mas chega de divagar.

Por fora, o iPhone SE 3 nada mais é do que um iPhone 8 – ou um iPhone SE de 2020. Aqui, o que muda é que a Apple traz o “vidro mais resistente em um smartphone”. Apesar disso, não confunda essa alegação com a tecnologia Ceramic Shield “quatro vezes mais resistente a quedas” do iPhone 13 Pro. Além disso, as cores são novas. O iPhone SE vem nas opções Meia-Noite, um azul bem escuro que muitas vezes parece preto, o Estelar, um branco meio champanhe, e o (PRODUCT)RED, vermelhão.

Voltar a usar um telefone tão compacto é interessante, ainda mais por estar acostumado com telonas. Se por um lado eu esperava que a empresa trouxesse um design mais parecido com o iPhone XR para este telefone – o que não aconteceu –, ao mesmo tempo você vai encontrar a experiência tradicional, confortável e confiável de sempre. Afinal, é um iPhone.

Foco é o 5G, mas para os brasileiros também?

Pulando já para o foco do marketing da Apple no iPhone SE 3 de 2022 é o suporte a conexão 5G. Como talvez você saiba, o Brasil oferece atualmente o 5G DSS, que usa todo o aparato das redes 4G, o que significa que aquela velocidade incrível prometida de Gigabytes de internet não vão existir com este telefone – e nem com o iPhone 13 Pro, para ser sincero.

Por morar na cidade de São Paulo, fica relativamente fácil encontrar o sinal do 5G DSS nas regiões da Paulista, Pinheiros, Morumbi, Faria Lima, etc. Mesmo assim, confesso que as taxas de download me decepcionaram. Outro motivo é que com menos antenas transmissoras/receptoras que o iPhone 13 Pro, é normal que o iPhone SE de 2022 atinga taxas de 40MB de download enquanto o iPhone 13 Pro, na mesma rede, passe dos 120MB.

O 5G ainda está longe de ser uma realidade por aqui. Enquanto as taxas de download já decepcionam, as taxas de upload (de enviar arquivos) também são pífias É possível sim chegar a uns 30MB, mas é mais comum que ela bata em torno de 8MB. O futuro ultrarrápido não vai chegar com este telefone, então, desde já, adianto: o iPhone SE 3 até traz suporte ao 5G, mas não é pelo 5G que você deve comprar este smartphone.

Se não pelo 5G, que seja pelo A15 Bionic

Outra aposta da Apple para o iPhone SE de 2022 é o processador A15 Bionic, o mesmo do iPhone 13 e iPhone 13 mini. Inclusive, a empresa criou uma seção na página do produto para mostrar o quão mais rápido o telefone vai ser em comparação a outros modelos da própria Apple, como o iPhone 8, iPhone 7 e o iPhone 6.

Mesmo os números mostrando um grande salto, o A15 Bionic é responsável por várias outras questões dentro deste celular, bem mais do que só rodar um joguinho bem ou o abrir app de rede social instantaneamente.

O sistema ajuda a melhorar a câmera, traz mais inteligência para a Siri e ainda garante funções interessantes como o Live Text que, em tempo real, reconhece textos escritos, números, endereços ao abrir a câmera do celular, trazendo opções de copiar, procurar e até traduzir as informações de uma imagem.

Por fim, é importante ressaltar as especificações de armazenamento interno. A Apple traz modelos em 64GB, 128GB e 256GB – para os usuários mais casuais aos mais exigentes.

Câmera do iPhone SE de 2022 mistura o velho e o novo

Se já sabemos do design, do 5G e também do processador do telefone, outro ponto importantíssimo é a câmera. Aqui, é um mix de sensações. Pelo lado negativo, a Apple mantém as mesmas especificações da câmera do iPhone SE de 2020: 12MP na traseira e 7MP na frontal. Mesma abertura e tudo.

A diferença, como citado acima, está no A15 Bionic que traz o Smart HDR 4, uma tecnologia que faz uso da fotografia computacional para trazer mais vivacidade e realismo para as fotos. Um dos benefícios do A15 Bionic é a função Estilos Fotográficos que traz presets para que o usuário capture imagens que lhe agradem mais, mas sem interferir no tom de pele do usuário. Essa função também está presente na linha do iPhone 13. Abaixo, um exemplo com comida:

Estilos Fotográficos: Vibrante x Contraste rico

Outra coisa que sempre me chamou atenção nos iPhones de câmera única da Apple – falando especificamente do iPhone XR – é a capacidade da empresa de separar o objeto do cenário ao usar o Modo Retrato, que está melhor do que nunca.

Mesmo assim, é importante notar que é 2022 e fotos com baixa luminosidade não ficam muito boas, a Apple não trouxe o Modo Noite para este telefone e a câmera frontal conta apenas com 7MP, o suficiente para um FaceTime corriqueiro, gravar Stories, mas não o suficiente para tirar a sua melhor selfie.

iPhone SE: Bateria que dura, mas pelas razões erradas

Diferente do iPhone 13 Pro que praticamente pede para ser usado, não é o caso do iPhone SE. A tela é bonita, mas não chamativa. O telefone faz o que tem que ser feito, mas não te prende – o que você pode considerar como um ponto positivo também.

Ao usar o iPhone SE como meu telefone principal, foi possível passar das 7h até em torno das 19h, 20h sem precisar carregá-lo. Usei WhatsApp, Slack, Twitter, joguei um joguinho ou outro, uns 30 minutos de FaceTime, ouvi muita música com os AirPods e mantive o Apple Watch conectado a ele. Essa foi minha rotina na maior parte desses últimos dias.

O A15 Bionic, aqui, também é responsável por essa bateria de um dia todo, já que ele é construído para ser veloz e também eficiente. Mesmo assim, para dias mais exigentes – ou longos – será necessário sim que o carregador esteja por perto.

Outra questão importante é o carregador. Como você sabe, a Apple não manda mais o adaptador na caixa, porém o usuário que vem de um iPhone 6, 7 ou 8 perceberá que o cabo que vem com ele não funciona com o adaptador já existente, já que estamos falando de um padrão USB-C para Lightning e não só USB para Lightning.

É um inconveniente que usuários dos novos iPhones enfrentam há alguns anos e você também enfrentará ao fazer essa troca.

Preço e considerações finais

O iPhone SE chega ao Brasil a partir de R$ 4.199 na loja da Apple, apesar de ser possível encontrá-lo já na faixa dos R$ 3.000 no varejo.

O valor é alto para um telefone que conserva um design de anos atrás e com câmeras que não viram um salto nas especificações nos últimos longos meses. Enquanto os smartphones Android intermediários são lotados de lentes e bateria gigante, este telefone aposta na confiabilidade do sistema iOS e na nostalgia de quem não quer experimentar – ou não quer gastar – com as telonas do iPhone 13.

O iPhone SE me trouxe boas lembranças de uma época que usar o celular parecia mais simples. Vejo este telefone com foco em empresas, o primeiro iPhone de um adolescente ou para quem só quer atualizar o telefone sem precisar aprender novos gestos. O iPhone SE de 2022 promete receber updates de sistema por muitos anos a vir, algo que nenhum concorrente Android pode oferecer.

Pensando em longevidade, isso significa que o sinal do 5G aparecerá com mais frequência ao longo dos anos, apesar de que a velocidade talvez não impressione. Aqui, vale ressaltar o processador de última geração e a confiabilidade do iOS para quem já está acostumado há uma vida com os celulares da Apple.

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