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Após polêmica com Spotify, Apple Music se declara o ‘Lar de Neil Young’

Entenda os motivos que levaram o cantor Neil Young a remover todas as suas músicas do Spotify, e por que esse assunto está longe de acabar.

Após uma enorme polêmica com o Spotify, que levou o cantor de rock Neil Young a pedir a remoção de suas músicas da plataforma, o Apple Music decidiu se declarar um verdadeiro ‘lar’ para o artista. Nesta manhã (28), alguns usuários até receberam notificações do serviço, convidando-os a ouvir o último disco de Young com direito a Áudio Espacial.

Provando mais uma vez que o marketing não seria nada sem o timing apropriado, o Apple Music aproveitou uma confusão recente em que o serviço de streaming rival se meteu: após Young dar um ultimato ao Spotify, acusando a plataforma de se tornar abrigo para desinformação sobre a COVID-19, o artista exigiu a remoção de seus discos.

Desde ontem (27), sucessos como “Heart of Gold” e “Harvest Moon” já não podem mais ser ouvidos por lá – mas no Apple Music sim. Além de ter se declarado uma casa para Young, e enviado notificações convidando os usuários a ouvi-lo em máxima qualidade, a plataforma da Maçã tratou de fazer uma playlist com suas músicas, chamada “Nós amamos o Neil”.

Entenda o que levou Neil Young a sair do Spotify

Apple Music faz playlist para Neil Young
Além de se declarar uma casa pro artista, Apple Music criou playlist dizendo ‘amar’ Neil Young (Imagem: Apple Music/Reprodução)

Com 76 anos, Young lamentou sua saída do Spotify, mas acredita ter feito a coisa certa. O artista ainda disse que a plataforma representava 60% de sua audiência e que a remoção “será uma grande perda” para a sua gravadora. Mas, afinal, o que aconteceu?

Bem, desde 2020, o Spotify vem apostando pesadamente em podcasts. Você, caso goste desse tipo de mídia, já deve ter notado que uma série dos mais famosos, incluindo os seus favoritos, se tornou exclusiva da plataforma.

Até outubro de 2021, as notícias davam conta que o serviço já havia investido quase US$ 1 bilhão em empresas, processos e contratos de exclusividade. Tudo isso, vale ressaltar, com a intenção de aprimorar os podcasts existentes, levar os que estão em alta para a sua plataforma e até converter programas de rádio para esse formato.

E a estratégia parece estar dando certo, viu: mesmo sendo o líder desde o seu surgimento, há 13 anos (2008), o serviço sempre teve dificuldades para gerar lucro. Neste cenário, a exclusividade com alguns podcasts vem criando não só um diferencial em relação aos concorrentes, mas também permite que se venda anúncios nos programas.

Okay, eu sei que já desviei muito do tema, mas agora você já sabe por que os podcasts são tão importantes para a empresa sueca.

Contudo, o que levou Neil Young a sair do Spotify não foi a impressão de que a empresa prioriza essa mídia em detrimento das músicas, mas o fato do programa mais ouvido da plataforma, o “The Joe Rogan Experience”, ser um lar de desinformação e preconceito, segundo o que muitos afirmam.

Responsável por render ao Spotify 11 milhões de ouvintes por episódio, o podcast de Joe Rogan, que é humorista e comentarista do UFC, é alvo das mesmas críticas que recaem sobre o apresentador: falas racistas, transfóbicas e um compartilhamento constante de informações falsas, especialmente sobre vacinas e a Covid-19.

No início de janeiro, 270 profissionais, entre agentes da saúde e cientistas, divulgaram um abaixo assinado em que pediram à plataforma que tomasse medidas contra Rogan, em razão do que ele afirma sobre a pandemia.

Polêmica não é de hoje – e provavelmente está longe de acabar

Apesar dos movimentos recentes, não é como se o Spotify tivesse sido pego de surpresa. Em 2021, conforme informações da revista Variety, o serviço já vinha removendo alguns episódios do programa na surdina, inclusive uma entrevista com o líder de um grupo supremacista branco.

Em maio de 2020, o The Wall Street Journal divulgou o fechamento do contrato entre Rogan e a plataforma, afirmando que o negócio ultrapassava os US$ 100 milhões em valor. Por esse montante, a empresa não ganhou apenas a exclusividade do programa de Rogan, mas também 11 anos de episódios já gravados.

Agora, é possível que os executivos da empresa estejam repensando se a quantia valeu à pena – principalmente porque, após a escalada recente na repercussão sobre o caso de Rogan, com o abaixo-assinado dos médicos e críticas do público, a companhia já perdeu mais de 25% em valor de mercado.

Além disso, usuários têm protestado contra empresa, cancelando suas assinaturas, e levantando a hashtag #SpotifyDeleted nas redes sociais.

Por fim, em resposta à polêmica, a empresa lamentou a saída de Young do catálogo, e disse esperar que ele volte “em breve”. O Spotify também afirma que, desde o início da pandemia, removeu mais de 20 mil episódios de podcasts com informações falsas sobre o assunto.

Será que mais artistas irão aderir à iniciativa de Neil Young?

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