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Não é só com você: por que o corretor automático do iPhone nem sempre te entende

Em reportagem do WSJ, criador do corretor automático do iPhone explica por que o recurso ainda comete alguns erros (e como contorná-los).

Na última quarta-feira (27), a repórter Joanna Stern, do The Wall Street Journal, publicou uma matéria bem bacana sobre um problema que quase todos nós temos: desentendimentos com o corretor automático do iPhone.

Em sua reportagem, Stern comentou uma série de dificuldades que os usuários enfrentam ao digitar no celular. Naturalmente, não são problemas exclusivos do iOS ou do smartphone da Apple, mas o fato de todo iPhone no mundo funcionar da mesma forma o torna mais ilustrativo para esse tipo de discussão.

Por exemplo, certamente já aconteceu com você de, enquanto digitava algo no telefone, o corretor automático trocou uma palavra por outra completamente diferente. Acertei?

O mais interessante é que isso ocorre ainda que o termo original estivesse correto e perfeitamente adequado ao contexto, o que torna esse comportamento ainda mais difícil de entender.

Outro erro clássico do corretor automático é evitar palavrões, razão pela qual muita gente anda citando ‘carvalhos’ diante de uma discussão mais acalorada. Pra piorar, mesmo quando tenta nos fazer digitar conforme a norma culta, não é incomum que o próprio corretor cometa alguns erros de gramática, sugerindo termos que fariam o professor Pasquale torcer o nariz.

Mas, afinal, por que isso tudo acontece? A jornalista foi investigar

Como boa jornalista que é, a repórter do WSJ foi direto na fonte: para isso, ela procurou ninguém menos que o criador do corretor automático do iPhone, o estadunidense Ken Kocienda. Trabalhando na Apple até 2017, o especialista em UX foi responsável por todo o sistema de escrita do iPhone, desde o primeiro modelo.

Para a jornalista, Kocienda explicou que, ao menos conforme foi idealizado no início, o sistema de digitação do iPhone compreende dois dicionários: um estático e um dinâmico. O primeiro, como qualquer dicionário tradicional, compreende milhares de palavras escritas conforme a norma culta.

Naturalmente, esse dicionário varia de idioma para idioma, e é basicamente ele que você está selecionando ao definir as linguagens do teclado do seu iPhone. Conforme Kocienda contou a Stern, o dicionário de inglês do primeiro iPhone compreendia mais de 70 mil palavras – e só aumentou com o passar dos anos.

Enfim, do outro lado desta equação está o dicionário dinâmico, que busca aprender com o seu uso do celular. Segundo Kocienda, esse vocabulário é atualizado constantemente e conforme uma série de parâmetros. Ou seja, além dos padrões de digitação do próprio usuário, ele também considera a lista de contatos, e-mails, mensagens, páginas do Safari e até os aplicativos instalados.

Dessa forma, quando você está digitando algo no iPhone (ou no iPad), esses dois dicionários travam uma batalha, cabendo ao corretor automático decidir qual deles está certo.

Por conter a maioria das palavras do idioma, o dicionário estático é mais completo. Além disso, o fato dele ser construído junto do sistema o torna mais fácil de ser levado em conta pelo corretor automático, uma vez que esse dicionário entende contextos e outros aspectos linguísticos.

Por outro lado, o dicionário dinâmico ‘fala a sua língua’, razão pela qual ele não deixará de ser escutado quando tiver certeza que você quis dizer “aquela palavra”. Enfim, muito embora seja um sistema inteligente, é claro que nem sempre a escolha por um ou por outro estará certa, e é aí que o iPhone comete os erros bizarros que comentamos.

Quer fazer o iPhone memorizar um termo? Digite-o três vezes

Segundo Kocienda, o dicionário dinâmico aprende um determinado termo conforme você o digite em torno de três vezes. Dessa forma, caso você deseje que o aparelho memorize alguma palavra específica, basta digitá-la o máximo possível, ficando atento a detalhes como maiúsculas e grafia, já que o sistema considera esses detalhes.

Além disso, uma dica muito antiga é que o iOS tem um método manual de substituição de texto. Com ele, você pode definir que, ao digitar uma determinada frase, palavra, gíria ou até um conjunto específico de letras, o sistema substitua aquilo por um termo ou frase também específicos.

Ou seja, se você sofre do problema de ter uma palavra sendo constantemente substituída por outra, basta ir para Ajustes > Geral > Teclado > Substituição de Texto e colocar o termo (ou frase) desejado na lista.

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Recurso permite configurar substituição de textos manualmente no teclado do iPhone (Imagem: NovaPost)

Dessa forma, você estará dizendo ao teclado que, quando digitar “tal palavra”, você está realmente querendo dizer “tal palavra”, e não o que o corretor automático acha que você quer dizer.

A mesma dica, vale ressaltar, é boa tanto para os erros do autocorretor, quanto para frases que você digita com frequência. Por exemplo: você pode definir que, ao digitar “qhvs?” o sistema substitua por “que horas vamos sair hoje?”.

O corretor automático do iPhone odeia palavrões? Carvalho!

Outra coisa que às vezes me irrita ao digitar no iPhone é a aversão que ele tem a palavrões. Na verdade, segundo explica Kocienda, o dicionário não evita palavras ofensivas – ele apenas não as sugere.

Isso porque, desde a idealização do sistema de escrita, uma das preocupações da Apple foi de não sugerir palavrões na autocorreção. Na prática, portanto, não é como se ele tentasse corrigir a sua boca suja – ele só não quer correr o risco de sugerir um termo chulo, justamente pra que você não acabe mandando um acidentalmente.

Com isso, se você quiser xingar e rasgar o verbo numa mensagem, certifique-se que está escrevendo direitinho, pois ainda que você digite o termo corretamente e por diversas vezes, o iPhone não salvará aquela palavra no dicionário dinâmico.

Meu filhp desativui o corretor atuomatico e ficou tudp bem

De fato, o corretor automático do iPhone é mais uma daquelas tecnologias que, por ignorância ou soberba dos anos 2020, esperávamos que fossem muito mais maduras do que efetivamente são.

A verdade, no entanto, é que, se estamos ruim com os corretores automáticos, estaríamos bem pior sem eles. Conforme Stern comenta – e eu mesmo posso confirmar – desativar o corretor automático do iPhone é uma tarefa pros corajosos.

A menos que você já seja muito bem treinado no teclado e tamanho de tela do seu celular, é impossível digitar 100% corretamente numa tela touchscreen. Além disso, por mais que o corretor automático costume errar, estatisticamente falando, ele te livra de muito mais erros do que você provavelmente imagina.

Quer fazer o teste? Vá em frente: para desativar o corretor automático do iPhone, basta acessar Ajustes > Geral > Teclado > Autocorreção.

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